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O Concretismo Pós-moderno de Arnaldo Antunes

Quem assistia na TV ao Cassino do Chacrinha, em meados dos anos 80, tinha dificuldade em escolher o mais estranho daqueles provocadores garotos Titãs cantando Sonífera Ilha. Já naquele tempo, em que bradavam o hino dos sem-hino, "A gente não quer só comida... você tem fome de quê?", e o anti-slogan "A televisão me deixou burro demais", Arnaldo Antunes também editava revistas literárias alternativas e fazia livros que nos desafiavam a encontrar a poesia.
Crescido no movimento concretista, Antunes pode estar titã, tribalista ou iê-iê-iê, mas sua verve natural é de poeta. As parcerias com artistas como Gilberto Gil, Lenine, Frejat, entre outros, além da agenda de megashows, é que parecem ser o ponto fora da curva da trajetória desse experimentador da palavra. Entre livros, instalações e performances, suas recentes produções literárias apontam para a poesia multimídia, que vai desde um lambe-lambe até a parede cega de um edifício. Seus poemas visuais são um tecido do intertexto, o cruzamento do intertudo com o ciberpoeta. Num tempo, sinônimo e antônimo de sua própria palavra, Arnaldo quer, de preferência, ser a poesia.
Por Marcílio Godoi, em [Arnaldo Antônimo], Revista Língua Portuguesa

SAIBA MAIS, EM: [Arnaldo Antunes - O poeta das palavras e das coisas], Revista Cult - Edição 176

Para saber mais sobre Arte Concreta, Concretismo e Poesia Visual Brasileira, acesse:
[enciclopedia.itaucultural.org.br/#!/q=concretismo]

Arnaldo Antunes na Web:


VÍDEOS ESPECIAIS:
O pulso ainda pulsa....

O Mito, as Fábulas e Toda Poesia de Paulo Leminski

A produção literária do escritor Paulo Leminski, embora centrada na poesia, surpreende pela diversificação. Há uma série significativa de ensaios e depoimentos críticos, traduções das mais diversas línguas de obras clássicas e modernas, um romance experimental, uma novela, letras de música.
Partindo das vanguardas, considerado cria dos concretos, Leminski, na verdade, tem várias filiações literárias, o que, de certo modo, garantiu sua independência e fez dele uma presença de marca inconfundível, pessoalíssima em nossa literatura. Quando começava a ser rotulado, inovava, buscava outras formas, multifacetava-se, numa atitude que talvez sua maneira de se preservar de qualquer desgaste ou cristalização. Fruto de várias raças, pôs em prática em seus escritos esta mestiçagem de que tanto se orgulhava. Leitor insaciável, deixa transparecer em sua obra, citados, digeridos ou assimilados, muitos nomes da literatura ocidental e oriental das mais diversas épocas.
[...]
CONTINUE A LEITURA: Por Lígia Savio, na Revista [CP-LITERATURA]

Toda Poesia - Paulo Leminski


Outro vídeo sobre a obra de Paulo Leminski: [tvuol.tv/bsc79Y]

A obra poética completa do curitibano Paulo Leminski acaba de ser publicada no livro "Toda Poesia". Além de poeta, Leminski também escreveu prosa, foi tradutor de várias línguas e compositor.

"Da dura poesia concreta de tuas esquinas" para Nova York



[Poeta Augusto de Campos é tema de palestra e exposição em Nova York]

O poeta é um dos criadores da poesia concreta. Augusto de Campos trabalha na fronteira entre a palavra, o visual, o sentido das palavras, a forma das palavras, a luz, a cor, o som e a animação.

AUGUSTO DE CAMPOS - SITE OFICIAL:
[BIOGRAFIA, OBRAS, POEMAS, SONS, TEXTOS, LINKS, CLIP-POEMAS]

VÍDEO: [SAMPA - CAETANO VELOSO & MARIA GADÚ]

Metamorfose: O Mito e as Fábulas de Paulo Leminski

A produção literária do escritor Paulo Leminski, embora centrada na poesia, surpreende pela diversificação. Há uma série significativa de ensaios e depoimentos críticos, traduções das mais diversas línguas de obras clássicas e modernas, um romance experimental, uma novela, letras de música.
Partindo das vanguardas, considerado cria dos concretos, Leminski, na verdade, tem várias filiações literárias, o que, de certo modo, garantiu sua independência e fez dele uma presença de marca inconfundível, pessoalíssima em nossa literatura. Quando começava a ser rotulado, inovava, buscava outras formas, multifacetava-se, numa atitude que talvez sua maneira de se preservar de qualquer desgaste ou cristalização. Fruto de várias raças, pôs em prática em seus escritos esta mestiçagem de que tanto se orgulhava. Leitor insaciável, deixa transparecer em sua obra, citados, digeridos ou assimilados, muitos nomes da literatura ocidental e oriental das mais diversas épocas.
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CONTINUE A LEITURA: Por Lígia Savio, na Revista [CP-LITERATURA]

O escritor português Valter Hugo Mãe fala de forma apaixonante sobre a poesia de Leminski, um de seus poetas favoritos. Confiram mais este episódio do programa "Livro de Cabeceira"!