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Grandes Mulheres na História da Filosofia

Vistas no decorrer da história de modo secundário e até mesmo inferior, elas fizeram a diferença na história da filosofia.


Embora elas sejam centenas, milhares, apenas algumas ilustram os livros de Filosofia. Nos cursos, então, raras são citadas, como se a história nunca tivesse tido mulheres filósofas. Por sorte, isso é um grande engano. As mulheres não apenas fizeram Filosofia no decorrer da história, como uma grande diferença. Apenas pela constatação óbvia de que boa parte da história foi escrita por homens, brancos e da elite, elas foram subtraídas da maioria das enciclopédias, cursos e livros.
QUEM SÃO ELAS?
Não foram poucas as mulheres que fizeram Filosofia, e por vários motivos como alguns já citados acima, elas ficaram escondidas da História. É dificil encontrar referências sobre e de algumas delas. Entretanto, foram fundamentais não só na Filosofia, como nas mudanças do pensamento da época e até na formação de alguns filósofos bem famosos como Sócrates [ele teve como professora uma filósofa]. A seguir, conheça um pouco mais sobre algumas entre as milhares existentes. Parte das personagens descritas foram retiradas do trabalho de Ana Miriam Wuensch, “As Mulheres e a Filosofia” – da Apostila do Curso de Extensão “As Mulheres e a Filosofia III – Existem Filósofas?”, CESPE, Universidade de Brasília, 2003.
CONTINUE A LEITURA EM: [GRANDES MULHERES FILÓSOFAS] Por Priscila Gorzoni, Revista CP-FILOSOFIA, ESCALA EDUCACIONAL

VÍDEO CORRELATO: Conheça MULHERES FILÓSOFAS na história

Redes Sociais como laboratórios do pensamento contemporâneo - Marcia Tiburi

Redes Sociais são laboratórios de pensamento: A internet é espaço onde se cria uma textualidade que, por sua vez, produz subjetivações. Toda subjetivação é um processo e uma invenção. Ela implica uma ética e uma política quando nos perguntamos o que estamos fazendo uns com os outros e mudamos a direção de nossas ações, melhorando-as. A antipolítica e a antiética que vemos na internet e nas redes sociais refletem interrupções e quebras nos processos de subjetivação que, inviabilizados, dão espaço à processos de dessubjetivação. Podemos analisar as redes sociais como redes de interação para entender a lógica interna do pensamento enquanto senso comum e como ele pode se tornar reflexivo.




Marcia Tiburi:é graduada em Filosofia e Artes e Mestre e Doutora em Filosofia pela UFRGS. Publicou diversos livros de Filosofia, entre eles "As Mulheres e a Filosofia" (Ed. Unisinos, 2002), "O Corpo Torturado" (Escritos, 2004), "Diálogo sobre o Corpo" (Escritos, 2004), "Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero" (EDUNISC, 2008), "Filosofia em Comum" (Ed. Record, 2008), "Filosofia Brincante" (Record, 2010, indicado ao Jabuti em 2011), "Olho de Vidro" (Record 2011) e "Filosofia Pop" (Ed. Bregantini, 2011). Publicou os romances "Magnólia" (2005, indicado ao Jabuti em 2006), "A Mulher de Costas" (2006) e "O Manto" (2009) da chamada "Trilogia Íntima". Em 2012 lançou seu quarto romance "Era meu esse Rosto" (Record). É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da revista Cult. Já deu aula em muitos lugares, já fez televisão, e adora andar por aí fazendo Filosofia com as pessoas. (www.marciatiburi.com.br)

Um dia toparei comigo - Paula Fábrio


[...] Paula Fábrio nos leva junto em sua aventura, meio sonho, meio fuga, meio busca, meio festa. Outros lugares, outros livros e seguimos, seguros. Confiando na narradora, vemos por meio de seu olhar irônico, hiper-atento. Bem guiados que estamos por uma prosa encantadora, de mestre, como dizem, podemos ter certeza de que chegaremos em algum lugar. Um lugar incomum. Um lugar no campo do comum, um lugar da diferença.
[...]
Seguimos, leitores, na direção da narradora, seus tormentos, tantas vezes nossos – tão parecidos com nossos afetos – e somos contemplados com uma espécie outra de esperança. Àquela que algo como a literatura no permite ter. Um dia Toparei Comigo nos coloca bem próximos do impossível: a realidade.
[...]

Por Marcia Tiburi na Revista Cult. Para ler o texto completo, acesse:
[revistacult.uol.com.br/home/viajar-e-ler]


A São Paulo Review traz vídeos em que autores finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2016, leem trechos e discorrem sobre seus livros. Neste, Paula Fábrio fala de "Um dia toparei comigo".

Em novo romance, Marcia Tiburi reflete sobre grandes questões de nosso tempo: gênero, raça, classe social, a questão do fazer, do trabalho, da classe cultural, da religião, etc.

Marcia Tiburi - Uma fuga perfeita é sem volta
A filósofa e escritora Marcia Tiburi lança ‘Uma fuga perfeita é sem volta’, livro que conta uma história de abandono, opressão e preconceito.
Uma fuga perfeita é sem volta é seu quinto romance — e, talvez, aquele que mais se aproxime das “questões pesadas de nosso tempo: a comunicação na era da incomunicabilidade, as relações de amizade na era da falsidade e do interesse, o corpo na era da sexualidade, a fé na era da mercadoria”.
Em entrevista à editora Record Marcia Tiburi faz uma síntese da obra e do protagonista Klaus Wolf Sebastião:
Klaus Wolf Sebastião, protagonista e narrador, muitas vezes descreve a si mesmo como alguém “estranho”. Como você apresentaria, em poucas palavras, esse personagem? 

Ele é gago. A gagueira é uma marca corporal que interfere em toda a sua vida, em todas as suas relações. Ele tem outras marcas corporais que ficam ocultas e que são relativas à sua condição sexual. Ao mesmo tempo, ele é um funcionário, um homem simples e bastante ressentido com a vida que viveu, mas é alguém sensível, que desenha, que lê, que estuda. Ele vive em silêncio, conseguindo conversar basicamente com dois amigos por quem tem um imenso apreço. Klaus é alguém solitário, perdido, um legítimo representante do abandono típico de nossa era tecnológica, espetacular e digital. Fui sendo surpreendida por ele, inclusive por seu nome, meio alemão, meio brasileiro. Por isso é que falo de um inconsciente literário. Eu quis usar um nome bem brasileiro e o nome de São Sebastião apareceu por acaso. Quando percebi que o nome da santa que o acompanha é Irene, então, fiquei mais impressionada ainda, porque não tinha consciência disso. Mas quem escreve sabe que é assim, tudo o que estava esquecido ou negligenciado vem à tona.

E a metamorfose que ele vive durante o romance? Você chamaria assim mesmo – “metamorfose”? Como a descreveria?

Ele vive um devir. Sua história é marcada pelo desejo de devolver a si mesmo uma biografia. Klaus é alguém que, de certo modo, não existiu. Ele é daquelas pessoas que não contam. O que ele quer é existir, mas não para os outros e sim para si mesmo. Eu diria que ele quer estar em si numa época em que todos reivindicam o direito à singularidade, mas poucos fazem o esforço da interioridade. Tenho certeza que essa não é uma questão para muita gente. Ao mesmo tempo, tenho certeza que o livro conversa com as grandes questões de nossa época: gênero, raça, classe social, a questão do fazer, do trabalho, da classe cultural, da religião, a globalização, o turismo. Klaus nos confronta com o problema do pertencimento. De onde sou? Para onde vou? O que posso ser? O livro cria tensões em relação ao nosso tempo, de um modo delicado, ou seja, de um modo que vem de dentro.

Para ler a entrevista completa acesse:

Para ler um trecho do livro, acesse:

Olho de Vidro [a televisão e o estado de exceção da imagem]

Bernardo Malamut -  Minha questão diz respeito a esse tempo que vivemos do “cogito televisivo” – não o “vejo, logo existo”, mas como você mesmo esclarece, “sou visto, logo existo”. Que tipos de sujeito você pensa que a televisão de hoje tem produzido?

Marcia Tiburi - Olho de vidro é a filosofia como exposição do aparelho televisivo visto enquanto objeto doméstico, mas também como dispositivo de poder político e econômico. Me interessei pela fenomenologia desta arma ideológica, arma imagético-discursiva letal que, utilizando do mecanismo de distração e amansamento da percepção, joga com sutil violência a sociedade inteira dentro de um campo de concentração. Tratei a imagem como a moldura, como cercado que define um campo de concentração feito de olho, tela e distância. Nele reside o corpo do “telespectador”, a figura subjetiva de um tempo em que o olhar foi perdido, eviscerado na forma de um aparelho. Olho de Vidro é a metáfora desse processo de protetização do olhar. A televisão é como nosso olho, arrancado de nós, substituindo nossa visão de mundo, nossa compreensão de um real. A televisão produz uma verdade assumida pelo sujeito no lugar de qualquer outro. Sujeito é já um termo ultrapassado se considerarmos que uma de suas características na tradição que o criou e na qual ele sobreviveu era a autonomia. Esta autonomia é o que o telespectador não tem mais. Assim, vamos deixar o sujeito e pensar em telespectador, alguém que, diante da televisão é prisioneiro do que chamei de lógica do espectro.
Leia a entrevista completa em: [UMBIGO DAS COISAS]

SAIBA MAIS EM:

[vídeo Doll Face (2005), de Andrew Huang]

Olho de Vidro - Um Ensaio Filosófico Sobre a Televisão


Filósofa e escritora, Marcia Tiburi mais numa vez inova ao analisar, filosoficamente, a televisão. Olho de vidro traz uma discussão sobre as relações entre pensamento reflexivo e imagem, a partir da oposição entre filosofia e televisão. Dividido em três partes, Olho, Tela e Distância — cada uma abordando uma característica do fenômeno televisivo como prática estética —, e com um glossário de termos ópticos, o Opticário, o livro finaliza com uma reflexão lúdica sobre o que está intrinsecamente envolvido nos atos que caracterizam uma sociedade visual.
CONTINUE A LEITURA EM:
[www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=25570]

Olho de vidro é a filosofia como exposição do aparelho televisivo visto enquanto objeto doméstico, mas também como dispositivo de poder político e econômico. Me interessei pela fenomenologia desta arma ideológica, arma imagético-discursiva letal que, utilizando de um mecanismo de distração e amansamento da percepção, joga com sutil violência a sociedade inteira dentro de um campo de concentração. Tratei a imagem como a moldura, como cercado que define um campo de concentração feito de olho, tela e distância. Nele reside o corpo do “telespectador”, a figura subjetiva de um tempo em que o olhar foi perdido, eviscerado na forma de um aparelho. Olho de Vidro é a metáfora desse processo de protetização do olhar. A televisão é como nosso olho, arrancado de nós, substituindo nossa visão de mundo, nossa compreensão de um real. A televisão produz uma verdade assumida pelo sujeito no lugar de qualquer outro. Sujeito é já um termo ultrapassado se considerarmos que uma de suas características na tradição que o criou e na qual ele sobreviveu era a autonomia. Esta autonomia é o que o telespectador não tem mais. Assim, vamos deixar o sujeito e pensar em telespectador, alguém que, diante da televisão é prisioneiro do que chamei de lógica do espectro.
TEXTO DE MARCIA TIBURI, EM:
[umbigodascoisas.com/2011/12/09/entrevista-marcia-tiburi]

O feminismo filosófico de Marcia Tiburi

[...]
"Não é possível entender as transformações da filosofia no século passado, cujos efeitos ressoam sobre o nascimento do século 21, sem levar em conta o que nele floresceu como feminismo afetando até hoje a construção do pensamento, da história cultural e do cotidiano de homens e mulheres. Não é possível deixar de perguntar se o feminismo afetou a filosofia ou se o feminismo é um efeito da filosofia. Que haja um feminismo filosófico a ser analisado como material para uma história da filosofia não é mais importante do que entender o que ainda pode ser tratado como filosofia após a crise da razão para o qual o feminismo contribui em grande medida ainda hoje.
Como qualquer movimento revolucionário tanto da teoria quanto da prática, o feminismo causa incômodo. Compreendê-lo é uma tarefa do nosso tempo, quando seu alcance prático ainda gera efeitos também teóricos. Hoje não podemos mais falar de um feminismo, mas de diversas correntes, posições e autores que ajudaram a levar adiante a causa feminista, inclusive pondo-a em xeque e definindo um rumo ainda mais crítico para o pensamento dos nossos dias."
[...]
Para ler o texto completo, acesse: 

Marcia Tiburi discorre sobre seus principais temas de pesquisa: ética, estética, filosofia do conhecimento e feminismo. Autora de diversos livros, artigos, colaboradora de jornais e revistas especializadas. É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

“Filosofia Prática – Ética, Vida Cotidiana, Vida Virtual” - Marcia Tiburi


Nas primeiras páginas de Filosofia Prática, o leitor se depara com o extraordinário talento de Marcia Tiburi para explicar temas filosóficos para o público comum. De forma bastante compreensível, Marcia apresenta como a filosofia pode nos ajudar a refletir sobre nossas decisões cotidianas, explica o que é a ética e como ela pode ser pensada no momento atual, em que as redes sociais, como Facebook e Twitter, nos dão a ilusão de anonimato e ao mesmo tempo eliminam as fronteiras da privacidade. A fim de mostrar como a ética pensada por filósofos antigos, como Platão e Espinosa, é relevante nos dias atuais, Marcia seleciona exemplos de filmes, livros, publicidade, notícias recentes e acontecimentos do mundo político. Marcia demonstra que é possível falar sobre temas complexos de maneira que todos compreendam – e possam aplicar o que aprendem em suas vidas.
“Uma Filosofia prática, escrita do jeito que a gente conversa, sem rebuscadas e contorcidas palavras, mas também sem papas na língua, sem medo de dizer as coisas que precisam ser ditas com todas as letras.”  Marcia aponta as causas das patologias do nosso tempo. E quantas patologias nos afetam a vida! Enumero apenas algumas, para que o caro futuro leitor tenha uma ideia do amplo espectro do pensamento que aqui se apresenta: “a banalidade do mal”, “a produção social da ignorância e da burrice”, “o empobrecimento da experiência na comunicação de massa”, “o vazio do pensamento”, “o pseudolazer do hobby e do consumo”, “o poder de matar o outro por desqualificação e apagamento” (este que motiva tanto a corrupção dos nossos políticos, com sua capacidade de apagar os cidadãos por considerá-los menos espertos, ou também o poder das máquinas de governo de sentenciar a morte de milhões por simples entrega nas mãos do chamado mercado).– Norval Baitello Junior, PUC-SP





Conheça mais sobre a autora e o conjunto de sua obra literária, acessando:
[www.marciatiburi.com.br/livros.htm]

O amante alemão - Narrativa instigadora de Lélia Almeida

[…] Este romance que o leitor agora tem em mãos, é bom que se avise, veio para inquietar, para instigar, para causar estranhamento. Poderia ser, nunca devemos ignorá-lo, uma das funções da arte [se a ela se devesse atribuir alguma outra função que não apenas a de nos proporcionar enlevo]. Afinal, o que seria da humanidade se, de tempos em tempos, um artista […] não soubesse dizer algo que ultrapasse uma certa mesmice morna, que, de tal sorte, não aquece nem mentes, nem corações. Eis um livro para ser lido e prontamente relido. Relido, já nos revelará novos prismas de seus personagens, do mundo a que alude, numa inquietude salutar. Logo adiante, terá reservado seu espaço, com simplicidade e com autoridade, como uma obra de ruptura, em todo e qualquer manual que aponte para leituras indispensáveis.
Para saber mais sobre a obra e a autora, acesse:

Em sua coluna videografada, no site da revista TOP Magazine, a filósofa e escritora Marcia Tiburi recomenda a leitura de "O amante alemão", de Lélia Almeida. 



Rolling Stones e as filosofias do sagrado – Marcia Tiburi e Nelson Motta





Discutidos temas como a mística negativa, a profanação, o hedonismo do corpo, o cinismo, as liberdades do gozo corporal e a perversão, analisados à luz de obras de Georges Bataille, de Sigmund Freud e de Herbert Marcuse. Com Marcia Tiburi e Nelson Motta.

AntiCast 87 – Filosofia Pop e Estética, com Marcia Tiburi





Neste programa, Ivan Mizanzuk, Marcos Beccari e Daniel Portugal recebem a filósofa e escritora Marcia Tiburi para ter um excelente papo sobre estética e filosofia pop. Como a filosofia lida com a cultura pop? Ela pode ser integrada? O que é o “esteticamente correto”? Como lidamos com a Indústria Cultural? Seria o Instagram parte de uma conspiração mundial visando a “ameliepoulainização” do mundo? Ouça e tire suas conclusões!

A Indústria Cultural da Felicidade

Discursos prontos vendem a ilusão de que ser feliz é acessível a todos na era contemporânea.


Tornou-se perigoso o emprego da palavra felicidade desde seu mau uso pelas publicações de autoajuda e pela propaganda. Os que se negam a usá-la acreditam liberar os demais dos desvios das falsas necessidades, das bugigangas que se podem comprar em shoppings grã-finos ou em camelôs na beira da calçada, que, juntos, sustentam a indústria cultural da felicidade à qual foi reduzido o que, antes, era o ideal ético de uma vida justa.
A felicidade sempre foi mais do que essa ideia de plástico. Tirá-la da cena hoje é dar vitória antes do tempo ao instinto de morte que gerencia a agonia consumidora do capitalismo. Por isso, para não jogar fora a felicidade como signo da busca humana por uma vida decente e justa, é preciso hoje separar duas formas de felicidade: uma felicidade publicitária e uma felicidade filosófica.
A felicidade filosófica é a felicidade da eudaimonia, que desde os gregos significa a ideia da vida justa em que a interioridade individual e as necessidades da vida exterior entrariam em harmonia. Felicidade era o nome dado ao sentido da pensante existência humana. Estado natural do pensamento reflexivo, ela seria o oposto da alienação em relação a si mesmo, ao outro, à história e à natureza.
Condição natural dos filósofos, a felicidade seria, no seu ápice, o prazer da reflexão que ultrapassa qualquer contentamento.
CONTINUE A LEITURA:
Por Marcia Tiburi, em Indústria cultural da felicidade [REVISTA CULT], edição  159.

Filosofia Pop - Marcia Tiburi

Filosofia Pop - Marcia Tiburi

Filosofia Pop – Poder e Biopoder reúne artigos publicados na revista Cult a partir de 2008. O termo Filosofia Pop se tornou uma espécie de contraponto à filosofia acadêmica, mas na verdade a boa Filosofia Pop é feita de bases tão pesquisadas quanto às acadêmicas. Chamemos, pois, Filosofia Pop a um modo de relacionar a pesquisa cuidadosa, o ensaio corajoso, o pensamento consequente e os conteúdos desprezados pelos sistemas intelectuais moralizantes que julgam, sem critérios, o que merece ou não ser estudado.
Encontram-se neste livro temas diversos, que vão do universo da política ao da estética, da vida privada à vida pública, que pressupõem leituras canônicas ou a atenção ao cenário cultural contemporâneo.
CONTINUE A LEITURA, EM: Revista Cult [FILOSOFIA POP], o novo livro de Marcia Tiburi.
Para saber mais sobre a autora e o conjunto de sua obra literária, acesse:
[www.marciatiburi.com.br/livros.htm]

SAIBA MAIS:
- Por Patrícia Pereira, na Reportagem [PENSAMENTO POP] da Revista Filosofia, ESCALA EDUCACIONAL - A Filosofia pode se tornar mais "pop" sem perder a complexidade de raciocínio. Charles Feitosa defende que ela se misture às artes e fuja dos temas mais tradicionais.

Magnólia...A Mulher de Costas...O Manto:- A Trilogia Íntima de Marcia Tiburi


[Magnólia] - estreia na literatura da filósofa Marcia Tiburi, coloca em cena uma mulher diante da ausência de uma outra, vasculhando gavetas, relendo cartas, procurando sinais – fatos numerados e repassados em uma narrativa intimista e original. Magnólia, flor e mulher, é também o nome de uma obsessão e de uma busca. O que pode ser encontrado no fundo de uma gaveta há muito emperrada nunca será tão misterioso quanto o que há para ser descoberto através de uma viagem rumo às lembranças e sentimentos ocultos em um ser humano.
Marcia define sua obra como uma “prosa estranha”, que ainda assim é capaz de ser encarada como um romance: todos os fatos permanecem unidos por aquilo que ela chama de “aventura subjetiva”. A personagem principal interage com móveis antigos, papéis rabiscados, livros empoeirados, fotografias desbotadas e, principalmente, lembranças de um passado que reluta em morrer. “Os objetos, sobretudo os inúteis, têm um sentido e um gozo que tornam o resto da vida algo entre a falha e o risco no vazio”, explica a narradora no começo do livro. “Prefiro-os aos seres humanos, aos artifícios, aos ofícios, aos saberes. Entendo-me com a natureza.” Enquanto isso, moscas e besouros de três chifres continuam a voar...

[A Mulher de Costas] - Marcia Tiburi traça uma nova visão de uma cultura e de uma região. Reconstruindo a mitologia pampiana e as Lendas do Sul de João Simões Lopes Neto, marcadas pelas guerras fronteiriças e uma inabalável imagem masculina, ela inclui finalmente o discurso feminino numa narrativa épica. Sua personagem é um ser híbrido, princesa moura e salamandra, metamorfoseando-se enquanto atravessa um vasto deserto: a mulher, mitificada e incompreendida, está de costas porque não consegue se encarar, não sabe ao certo o que tem de mito e o que tem de humano. Porém, seguindo o seu caminho, torna-se capaz de encontrar uma voz própria em um cenário marcadamente masculino. Reduzindo, assim, a sua distância e crescendo como ser.

[O Manto] - Depois de 20 anos, um marido volta para casa. A mulher, sem saber o que fazer, se esconde no armário e começa a gravar o que sente. A gravação, caótica como retalhos de uma manta, é remontada aqui por Marcia Tiburi, neste romance que fecha a série Trilogia Íntima, composta por livros interconectados porém independentes que exploram o mesmo território: o íntimo. Um lugar em extinção, que só pode ser preservado por meio de outro elemento cada vez mais raro, a solidão.
Leia excelente resenha de Alex Sens Fuziy na [REVISTA BULA]

Café Filosófico - O Mito do Sexo - Marcia Tiburi


No programa Café Filosófico da TV Cultura a filósofa Marcia Tiburi falou de como o sexo acabou por se tornar um mito moderno. Segundo Michael Foucault, o sexo converteu-se na nossa própria essência. A própria filosofia ainda não investigou a fundo esse mito, pois ela mesma sofre das diferenças entre os gêneros. Marcia Tiburi aborda os principais momentos da história da filosofia e mostra que em sua quase totalidade discutir ideias foi atividade masculina. Isso só foi quebrado com Freud e a psicanálise, que passou a ouvir a voz das mulheres. Daí descobriu-se um novo gênero de pensar: dizer o que não podia ser dito. Marcia Tiburi: filósofa e escritora, pesquisadora de questões de filosofia associadas à mulher, psicanálise, ética e estética.

Marcia Tiburi - "Era Meu Esse Rosto"


[...] Cabe ressaltar que este não é só um memorial familiar. Marcia Tiburi faz um trabalho de invenção com a língua, com o estilo, para reconstruir nos labirintos da linguagem um mosaico familiar. Ressalte-se também a aguda busca de uma imagética para retratar as ruminações filosóficas do narrador.
Marcia Tiburi constrói um romance enigmático, tocante, cheio de afeto e reflexão. A trajetória do narrador em busca de suas origens é também a trajetória de todos nós na busca dessa “estranha ideia de família”.
Por Donizete Galvão na [ORELHA DO LIVRO].
[...]
Atam-se os fios, e emerge o saber, os fragmentos se unem, compondo o mosaico de que se faz o rosto desenhado. Emerge também um romance, tão soberto, enigmático e inquietante quanto os que o antecederam. Mas não menos inovador, desafiante e radical. Marcia Tiburi já mostrou, e agora mostra de novo, o rosto com que ocupa um importante lugar na ficção brasileira contemporânea.
Leia o texto de apresentação de Regina Zilberman para Era Meu Esse Rosto em [FILOSOFIA CINZA]
[...]


Marcia Tiburi -"Felicidade e Infelicidade: O Desejo e a Ética"


Seminário "Felicidade?", com Marcia Tiburi. Tema: "Felicidade e Infelicidade: O Desejo e a Ética". Realizado na Casa Fiat de Cultura e veiculado na TV Câmara.

Magnólia...A Mulher de Costas...O Manto:- A Trilogia Íntima de Marcia Tiburi


[Magnólia] - estreia na literatura da filósofa Marcia Tiburi, coloca em cena uma mulher diante da ausência de uma outra, vasculhando gavetas, relendo cartas, procurando sinais – fatos numerados e repassados em uma narrativa intimista e original. Magnólia, flor e mulher, é também o nome de uma obsessão e de uma busca. O que pode ser encontrado no fundo de uma gaveta há muito emperrada nunca será tão misterioso quanto o que há para ser descoberto através de uma viagem rumo às lembranças e sentimentos ocultos em um ser humano.
Marcia define sua obra como uma “prosa estranha”, que ainda assim é capaz de ser encarada como um romance: todos os fatos permanecem unidos por aquilo que ela chama de “aventura subjetiva”. A personagem principal interage com móveis antigos, papéis rabiscados, livros empoeirados, fotografias desbotadas e, principalmente, lembranças de um passado que reluta em morrer. “Os objetos, sobretudo os inúteis, têm um sentido e um gozo que tornam o resto da vida algo entre a falha e o risco no vazio”, explica a narradora no começo do livro. “Prefiro-os aos seres humanos, aos artifícios, aos ofícios, aos saberes. Entendo-me com a natureza.” Enquanto isso, moscas e besouros de três chifres continuam a voar...

[A Mulher de Costas] - Marcia Tiburi traça uma nova visão de uma cultura e de uma região. Reconstruindo a mitologia pampiana e as Lendas do Sul de João Simões Lopes Neto, marcadas pelas guerras fronteiriças e uma inabalável imagem masculina, ela inclui finalmente o discurso feminino numa narrativa épica. Sua personagem é um ser híbrido, princesa moura e salamandra, metamorfoseando-se enquanto atravessa um vasto deserto: a mulher, mitificada e incompreendida, está de costas porque não consegue se encarar, não sabe ao certo o que tem de mito e o que tem de humano. Porém, seguindo o seu caminho, torna-se capaz de encontrar uma voz própria em um cenário marcadamente masculino. Reduzindo, assim, a sua distância e crescendo como ser.

[O Manto] - Depois de 20 anos, um marido volta para casa. A mulher, sem saber o que fazer, se esconde no armário e começa a gravar o que sente. A gravação, caótica como retalhos de uma manta, é remontada aqui por Marcia Tiburi, neste romance que fecha a série Trilogia Íntima, composta por livros interconectados porém independentes que exploram o mesmo território: o íntimo. Um lugar em extinção, que só pode ser preservado por meio de outro elemento cada vez mais raro, a solidão.
Leia excelente resenha de Alex Sens Fuziy na [REVISTA BULA]

O Pós-feminismo Pop de Lady Gaga



[Marcia Tiburi analisa o pós-feminismo pop de Lady Gaga em artigo da Revista Cult]
Lady Gaga é o mais recente ídolo pop da cena internacional. Entenda-se por ídolo pop um indivíduo que encanta as massas com a habilidade artística de que é capaz sendo seu autor ou o mero representante de uma estética inventada por publicitários e estrategistas de produtos culturais. Nesse sentido, todo ídolo pop age como o flautista de Hamelin conduzindo por certo efeito de hipnose uma quantidade sempre impressionante de pessoas. Ele é também um guia estético e moral das massas. A propósito, entenda-se por massa um grupo de indivíduos que, ao se encontrar com outros, perde justamente a individualidade, tornando-se sujeito de sua própria dessubjetivação. Em outras palavras, ele é hipnotizado como se estranhamente desejasse sê-lo. A Indústria Cultural depende desse mecanismo, por meio do qual oferece ao indivíduo a oportunidade de se perder com a sensação de que está ganhando. O ídolo pop é a humana mercadoria que permite o gozo pelo logro que o espectador logrado aplica a si mesmo.
Lady Gaga certamente veio para nos lograr. Mas, como disse Walter Benjamin sobre livros (e também putas), muitas vezes a mercadoria vale muito mais do que o dinheirinho que pagamos por ela.
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