ESCRITORES

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Literatura, cinema e ativismo político na obra de Alice Walker

A produção literária da escritora e ativista política Alice Walker ficou conhecida mundialmente após a adaptação de seu romance "A cor púrpura" para o cinema, sob a direção de Steven Spielberg.


A literatura de Alice Walker, seja nos romances, seja na poesia, seja nos ensaios, é tão impregnada de ativismo que ela diz achar “impossível” a ideia de uma escrita literária sem ideologia.
Em Rompendo o Silêncio, Alice Walker volta a falar dos horrores do racismo numa seleção de narrativas sobre os dias que ela passou no Congo Oriental, em Ruanda e na Palestina. O  livro é resultado de visitas que a escritora fez para testemunhar situações de pobreza, dor, opressão e desespero em regiões da África e do Oriente Médio. 
Acreditando no poder de uma obra literária para provocar mobilização, ela diz que fez o livro em um formato curto, rápido de ler, para que funcionasse quase como panfleto. 
Alice Walker após testemunhar situações de vida que costumam estar fora das lentes da grande mídia e, principalmente, dos governos, acha importante que se saiba o que está acontecendo e como a violência e o sofrimento se apresentam em todas as partes. 
Seu processo de produção literária retrata sobretudo como as coisas chegaram até onde chegaram.e opta pela defesa dos direitos dos negros, das mulheres e dos direitos humanos em qualquer parte do planeta.



O Emprego de Anáforas na Música [Do It] de Lenine





Anáfora é a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos. É uma figura de linguagem muito usada nos quadrinhos populares, música e literatura em geral, especialmente na poesia. Notemos o emprego da anáfora no poema "Retrato" de Cecília Meireles:
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
(...)
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
(...)
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?


Pasquale Cipro Neto explica o uso da anáfora (repetição) na relação condicional da música "Do It", de Lenine.



A linha - Uma metáfora poética de Gabriel Lopes Pontes




Com uma longa e multifacetada trajetória artística e intelectual, Gabriel Lopes Pontes agitou, desta vez, o cenário artístico e literário da Bahia com o lançamento de seu primeiro romance ambientado na região são-franciscana numa narrativa cuja principal proposta é o estabelecimento de um diálogo simbiótico entre humorismo, realismo fantástico e erotismo.
O romance é um grandessíssimo exercício de sensibilidade, uma obra-prima da nova literatura baiana e brasileira que poderá ser adaptada para o cinema, pois Gabriel além de artista plástico, trabalhou intensamente como autor, diretor, ator, cenógrafo, figurinista e, sobretudo, professor de Teatro.
A primeira edição deste clássico foi lançada em 30/08/2018, num texto em que se entrelaçam o novelesco, o surreal e o lírico. É sobretudo uma aventura com a linguagem: além de fundar a narrativa, a linguagem é também o instrumento que, com seu rigor, desorganiza um outro rigor, o das verdades pensadas como irremovíveis. Certamente, uma revelação, dessas que marcam a história da nossa prosa narrativa. 

Saiba mais sobre a vida e obra de Gabriel Lopes Pontes, um artista multidisciplinar de renome na Bahia, no Brasil e em vários países da Europa, acessando:
[oolhodahistoria.ufba.br/gabriel-lopes-pontes-e-o-novocinemanovo]

Ciberdemocracia - A democracia virtual segundo Pierre Lévy




A ideia de democracia virtual (muitas vezes também referenciada como democracia digital, e-democracy ou ciberdemocracia) se relaciona aos meios e modos de utilização das ferramentas de comunicação digital para incrementar as práticas políticas. O estudo e o desenvolvimento de iniciativas ligadas a valores tais como participação, transparência, preservação de direitos e liberdades, dentre outros, deu origem a toda uma literatura nacional e internacional dedicada ao tema.
A democracia virtual ou e-democracia é mais comumente compreendida em sua interface relativa à interação entre sistema político e cidadãos, seja por meio da participação direta, seja pelo estímulo à realização de debates entre o governo e a população através da internet. Na Europa e nos Estados Unidos, o uso da Internet e outras redes de computador no sector público acenderam um debate sobre formas novas da democracia. Análises deste estudo, como o uso de tecnologias da Internet por governos, com o fornecimento de serviços e interação com os cidadãos - também chamado e-governo - contribui para o realce da democracia.
Entretanto, em nenhum outro ponto na história uma tecnologia de comunicações teve um impacto tão rápido e largo na sociedade como a internet. Ao contrário dos meios precedentes, a Internet representa uma ferramenta democrática inovadora, porque permite que os povos interajam diretamente com a informação que lhes é apresentada, não obstante os limites geográficos.
Os cidadãos, pela primeira vez na história, podem comunicar-se com as autoridades do governo mais livremente, associando-se com grupos de interesse mais facilmente, votam online, e (logo) podem participar ativamente em todos os estágios do processo de decisão: avaliação das necessidades, recolha da informação, fazer exame de decisão, avaliação e correção das ações.
Para ler o texto completo, acesse: [pt.wikipedia.org/wiki/Democracia_virtual]



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19. - “independentemente do seu estatuto sexual, econômico ou social, os utilizadores da internet votam mais, estão melhor informados, sentem em si uma melhor capacidade de ação sobre o mundo que os envolve e têm mais confiança no processo democrático do que aqueles que não recorrem a ela”
20. - Pierre Levy acredita que: estes resultados são totalmente lógicos: a rede dá mais informações sobre a política, organiza melhor essas informações políticas, disponibiliza mais canais de deliberação, a rede já permite que os internautas participem de processos de decisão política, portanto a internet dá forças à democracia: CIBERDEMOCRACIA;
21. - A Ciberdemocracia é um estágio superior à própria democracia - ela representa “uma nova era do diálogo político” - O autor diz que a internet foi responsável por uma renovação democrática - Esta democracia da internet também se deu graças a uma maior transparência dos governos - O autor citou vários exemplos de sites políticos presentes na web;
22. - A participação dos internautas nestes processos democráticos é necessária: é uma maneira de não apagar a liberdade pública da população. - A ciberdemocracia ainda precisa ser aprimorada – processo de aprendizagem: ainda há descobertas a fazer - A democracia eletrônica não favorece mais um partido do que outro: ela age em favor da democracia como um todo:  tem-se um maior acesso a conteúdos políticos,  promove-se um aprofundamento do conhecimento sobre política e partidos, facilita-se a formação de opiniões individuais;
23. - É necessário primeiro nivelar o “fosso digital” para que a ciberdemocracia seja de fato democrática - Para isto, é necessário: desenvolvimento da Educação, desenvolvimento humano, combate à pobreza, facilitação do acesso à Internet pelas classes ainda fora da rede;
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