ESCRITORES

ESCRITORES

Muito Prazer! Meu nome é Salvador!

E se Salvador fosse uma música, como ela seria? Que instrumentos teria? Como seriam a letra, o ritmo e melodia? De acordo com a prefeitura, a partir dessas perguntas e de dezenas de respostas coletadas nas ruas da cidade, o cantor e compositor Luiz Caldas fez a música "Muito prazer! Meu nome é Salvador”, uma homenagem a capital. A ação, que faz parte de uma campanha divulgada hoje nas redes sociais da prefeitura de Salvador, foi feita com o objetivo de envolver a população na criação de um hino que personificasse a capital baiana.
Para Luiz Caldas, transformar o sentimento das pessoas em música foi a melhor forma de presentear a cidade.
— Traduzir isso foi muito prazeroso, porque as pessoas falam com muito carinho desse lugar. Essa terra é maravilhosa, tem identidade própria e emprestou essa identidade para o restante do país.
Para ler o texto completo, acesse:


Salvador é mistério
É paixão imediata
É o simples e o complexo
Faz poesia com seu verso
É o meu bem-querer
Salvador é Bahia
E Brasil no seu começo
Sua praia, seu jardim
Com seu povo sempre a fim
De viver, de amar, de curtir
Tá no som do berimbau ioiô
Atabaques no quintal iaiá
As ladeiras do Pelô
Sua comida, seu sabor e seus cantos
A igreja do Bonfim iaiá
O farol de Itapuã ioiô
Sua mistura de cor
Faz da nossa Salvador
Um encanto
Tem capoeira pra jogar
Samba de roda pra sambar
No Rio Vermelho, Amaralina
E na Ribeira
Tem a cultura popular
Do engraxate ao doutor
Muito prazer!
Meu nome é Salvador!

Parabólicas e Mandacarus - O Jegue Tinhoso - Excerto 3

Parabólicas e Mandacarus - O Jegue Tinhoso

[...] Numa destas viagens, aconteceu mais um fato inusitado provocado pelo jumento Tinhoso, o sabido e teimoso jegue de Chiquinho, aquele mesmo do empacamento ocorrido na igreja tempos atrás. Chiquinho viajava há vários dias e estava carente de aconchego feminino. Estava tão doido por mulher que não esperou chegar a Riopara para então realizar seus desejos com uma das meninas do bordel de Maria Xibiu Seco. Tentou localizar na mata uma cabrita, mas não encontrou nenhuma, procurou também por uma jumenta, e nada.... Tão tarado estava que decidiu se satisfazer com o jegue Tinhoso. O ladino muar, pressentindo as más intensões de seu dono, foi ficando ressabiado e precavendo-se para o pior. Depois de várias investidas de Chiquinho, o jegue resolveu ceder e permitir o coito. Daí veio o inesperado. O jumento trancou o cu durante a penetração e o cacete de Chiquinho só entrou até a metade, permanecendo a outra parte de fora. O pau não entrava e nem saía um milímetro sequer. A malandragem asinina, fez com que, numa atitude tipicamente humana, Tinhoso se dirigisse em marcha acelerada rumo a Riopara para submeter seu algoz ao maior vexame. Chiquinho, parcialmente enfiado no jegue, entrou em pânico quando as primeiras casas começaram a ser avistadas, o ultraje era iminente, a vergonha se desenhava em sua mente. Diante da irredutibilidade do jumento, que de maneira nenhuma folgava o ânus, Chiquinho resolveu apelar para "Nossa Senhora dos Jumentos Desembestados" pedindo clemência e jurando não mais efetuar ato daquela natureza. Enquanto Chiquinho rezava para o jegue folgar um pouquinho e permitir a retirada do pênis entravado no toba cada vez mais retesado do jegue, este também matutava intuitivamente: "não folgo de maneira alguma porque se eu folgar esse miserável enfia a outra metade". E assim, nessa condição vexatória, Chiquinho entrou em Riopara para sofrer achincalhes dos amigos enquanto viveu [...]

Expressividade cultural afro-brasileira na dança do Maculelê

Balé Folclórico da Bahia - dança Maculelê na Universidade de Paris

Mais do que uma simples verdade, o que buscamos é a manutenção da cultura de um povo. Neste documentário tentamos reunir, além de estudiosos santamarenses, pessoas verdadeiramente preocupadas em passar à frente o que lhes foi dado por seus antigos.
A ideia jamais foi levantar a verdade, e sim alertar as pessoas. E para isso ninguém melhor que a professora HILDEGARDES VIANNA, e o seu chamado: ''QUE FALE SANTO AMARO'', em sua coluna do JORNAL DA TARDE da década de 60. Eis, então, o primeiro passo.
Roteiro e direção LUCAS JASPER edição MAURÍCIO FARIAS produção executiva THELMA CHASE assistente de direção CAROLE CAVALCANTE assistente de produção TITO CHASE coordenação de pesquisa em Santo Amaro MARIA MUTTI colaboração FÁTIMA GAUDENZI coordenação da Casa da Coleção Emília Biancardi TAINÁ GARCIA direção geral EMÍLIA BIANCARDI (fundadora do grupo folclórico Viva Bahia, Emília Biancardi é folclorista, etnomusicóloga, professora, compositora, escritora, colecionadora e pesquisadora da música folclórica brasileira, é especialista nas manifestações tradicionais da Bahia).

"QUE FALE SANTO AMARO". Em busca da verdade sobre a dança do Maculelê. from ZERO.HUM Audiovisual on Vimeo.

Para saber mais sobre a origem e história da dança Maculelê, acesse:
[capoeiraexports.blogspot.com.br/2011/01/maculele-origem-e-historia.html]

Para saber mais sobre a vida e obra de Emília Biancardi, acesse:
[https://pt-br.facebook.com/emiliabiancardi]

Cartola, Um dos Maiores Poetas do Samba


Cartola não existiu, foi um sonho que a gente teve. Assim Nelson Sargento definiu o amigo e parceiro Angenor de Oliveira, o mestre Cartola (1908-1980). Mestre pedreiro, mestre lírico: sambista refinado e elegante, de uma poesia que começava pela escolha dos títulos: As Rosas não Falam, Inverno do Meu Tempo e O Mundo é um Moinho. Como um trovador moderno, cantou o amor, a mulher e o morro, com sensibilidade e delicadeza. 
[...] Ouvir Cartola é um exercício de sabedoria sutil. A cada audição treinamos nossa sensibilidade e nossa acuidade para o que é essencial, e aprendemos a perceber o espanto que há nas coisas simples, a ouvir o que as rosas têm a dizer. Nelson Sargento estava coberto de razão. Cartola, o pedreiro que virou poeta, não existiu. Foi um sonho bom. Que a gente não esquece.
CONTINUE A LEITURA: Por João Jonas Veiga Sobral em [O POETA IMPROVÁVEL] Revista Língua Portuguesa


Para ouvir os dez maiores clássicos de Cartola acesse:

Com liberdade narrativa e linguagem jornalística, Laurentino Gomes conta a história do Brasil nos livros "1808", "1822" e "1889"

Utilizando-se de uma liberdade narrativa sem precedentes no jornalismo brasileiro, o paranaense de Maringá e seis vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes escreveu os livros "1808", sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro; "1822", sobre a Independência do Brasil; "1889", sobre a Proclamação da República; e “O caminho do peregrino” (em coautoria com Osmar Ludovico). O livro "1808" também foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e publicado em inglês nos Estados Unidos. Ao todo, suas obras já venderam mais de 2 milhões de exemplares no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos. Graças à repercussão dos seus livros, o autor já foi eleito duas vezes pela revista Época como um dos cem brasileiros mais influentes do ano. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, tem pós-graduação em Administração na Universidade de São Paulo. É membro titular da Academia Paranaense de Letras.

Uma entrevista com Laurentino Gomes, autor dos livros "1808", sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, e "1822", que relata como o Brasil acabou dando certo por uma notável combinação de sorte, improvisação, acasos.




Excelente entrevista concedida pelo autor do best-seller de não ficção mais bem sucedido do Brasil (1889), o jornalista e escritor Laurentino Gomes, ao âncora do Globo News Literatura, o jornalista Edney Silvestre.