ESCRITORES

ESCRITORES

Um ensaio sobre a loucura - Jacques Fux

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Valendo-se da ficção com mão firme, Fux apresenta um rol de personagens tão geniais quanto desnorteados, histórias que se conformam como pequenas novelas e que são pérolas da insanidade e do ridículo. Woody Allen, Sigmund Freud, Bobby Fischer, e outros desfilam aqui suas incongruências, extravagâncias, delírios e atos extremos, formando um mosaico que pretende compreender por um lado o auto-ódio e, por outro, a batelada de teorias e lendas nem sempre elogiosas que cercam o povo judeu e que desembocaram todos sabemos onde.
Nesse verdadeiro ensaio sobre a loucura, o autor constrói, camada a camada, um clima de tensão que vai se adensando, um desconcerto que inquieta e que seduz — a história de Danny Burros, por exemplo, é um thriller da melhor extração; e a vida de Ron Jeremy – o maior ator pornô americano, provoca risos nervosos. No capítulo final, o leitor percebe, não sem horror e angústia, que cada uma dessas pretensas biografias é apenas uma volta a mais num parafuso que se está a apertar desde o início.
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Leia o texto completo, acessando [www.jacquesfux.com.br/livros/romances/meshuga]






Elegia, Uma canção ao leito da mulher amada




John Donne (1572-1631), poeta metafísico e teólogo anglicano, tornou-se famoso por causa de seus sermões. Mas, além da obra sacra, escreveu poemas de caráter acentuadamente erótico - um dos mais conhecidos é "Elegy-XIX". Em 1979, o poema foi adaptado por Péricles Cavalcanti e Augusto de Campos, transformando-se na belíssima música Elegia, que Caetano Veloso gravou e incluiu no álbum [Cinema Transcendental]

Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente, em cima, embaixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz, se um homem só a conquista

Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo

(Como a alma sem corpo) sem vestes.
Como encadernação vistosa,
Feita para iletrados, a mulher se enfeita

Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la.
Eu sou um que sabe.
Um, um ...
Leia o poema completo, tradução de Augusto de Campos, em:

John Donne, Vida &Obra: [John Donne-1], [John Donne-2]

O tribunal da quinta-feira - Michel Laub

Um publicitário faz confissões por e-mail ao melhor amigo. Os textos falam de sexo e amor, casamento e traição, usando termos e piadas ofensivas que contam a história de uma longa crise pessoal. Quando a ex-mulher do protagonista faz cópias das mensagens e as distribui, tem início o escândalo que é o centro deste romance explosivo. O fio condutor da história, que une o destino dos personagens diante de um tribunal inusitado, são os reflexos tardios e ainda hoje incômodos da epidemia da aids, e o que está em jogo são os limites do que entendemos por tolerância — mas para chegarmos a eles é preciso ir além do que seria uma literatura "correta" ao tratar de homofobia, assédio, violência, empatia, liberdade e solidariedade.


Outros vídeos relacionados [https://tvuol.uol.com.br/video/16388340]

Visualização parcial do livro extraída do Google Books


Só as mães são felizes - Cazuza

Você sabia que “Só as mães são felizes” é uma frase de Jack Kerouac?
“Essa música foi feita a partir de um verso de Jack Kerouac [retirado do livro Scattered Poems], uma frase de um poema dele que me deixou muito intrigado.”
A declaração é de Cazuza e a frase em questão, “só as mães são felizes”. Na letra do saudoso poeta compositor, há ainda Ginsberg e Rimbaud: Nunca viu Allen Ginsberg / Pagando michê na Alaska / Nem Rimbaud pelas tantas / Negociando escravas brancas (…). Fã confesso dos beats, Cazuza era um leitor voraz e, provavelmente por isso, um letrista como poucos. Para relembrar a letra inteira – que chegou a ser censurada – colocamos aqui um vídeo de Cazuza cantando… Só as mães são felizes.
Para saber mais, acesse: [www.lpm-blog.com.br/?p=2654]

Leia também, análise de Sandra Conrado da Escola Brasileira de Psicanálise sobre o significado da canção:
[ebp.org.br/Sandra_Conrado_So_as_maes_sao_felizes1.pdf]





Você nunca varou a Duvivier às cinco 
Nem levou um susto saindo do Val Improviso 
Era quase meio dia, do lado escuro da vida 
Nunca viu Lou Reed "Walking on the wild side" 
Nem Melodia transvirado rezando pelo Estácio 
Nunca viu Allen Ginsberg pagando um michê na Alasca 
Nem Rimbaud pelas tantas negociando escravas brancas 
Você nunca ouviu falar em maldição, nunca viu um milagre 
Nunca chorou sozinha num banheiro sujo, nem nunca quis ver a face de Deus... 
Já frequentei grandes festas, nos endereços mais quentes 
Tomei champagne e cicuta com comentários inteligentes 
Mais tristes que os de uma puta no Barbarella às sete 
Reparou como os velhos vão perdendo a esperança
Com seus bichinhos de estimação e plantas 
Já viveram tudo e sabem que a vida é bela 
Reparou na inocência cruel das criancinhas 
Com seus comentários desconcertantes 
Adivinham tudo e sabem que a vida é bela, a vida é bela... 
Você nunca sonhou ser currada por animais 
Nem transou com cadáveres 
Nunca traiu o teu melhor amigo 
Nem quis comer a tua mãe, ah! mamãe, oh! my mother
Só as mães são felizes
Não podem mudar a vida
Não podem mudar a vida, não, não... 
Você nunca ouviu falar em maldição 
Não..., Nunca viu um milagre 
Não, não, não..., Nunca chorou sozinha num banheiro sujo 
Nem nunca baby quis ver a face de Deus.