ESCRITORES

ESCRITORES

Gonzaguinha - "É" - A música como forma de expressão política

É!
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor...
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade...
É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Prá passar a mão nela...
É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação...
É! É! É! É! É! É! É!...

Redes Sociais como laboratórios do Pensamento Contemporâneo - Marcia Tiburi

Redes Sociais são laboratórios de pensamento: A internet é espaço onde se cria uma textualidade que, por sua vez, produz subjetivações. Toda subjetivação é um processo e uma invenção. Ela implica uma ética e uma política quando nos perguntamos o que estamos fazendo uns com os outros e mudamos a direção de nossas ações, melhorando-as. A antipolítica e a antiética que vemos na internet e nas redes sociais refletem interrupções e quebras nos processos de subjetivação que, inviabilizados, dão espaço à processos de dessubjetivação. Podemos analisar as redes sociais como redes de interação para entender a lógica interna do pensamento enquanto senso comum e como ele pode se tornar reflexivo.




Marcia Tiburi:é graduada em Filosofia e Artes e Mestre e Doutora em Filosofia pela UFRGS. Publicou diversos livros de Filosofia, entre eles "As Mulheres e a Filosofia" (Ed. Unisinos, 2002), "O Corpo Torturado" (Escritos, 2004), "Diálogo sobre o Corpo" (Escritos, 2004), "Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero" (EDUNISC, 2008), "Filosofia em Comum" (Ed. Record, 2008), "Filosofia Brincante" (Record, 2010, indicado ao Jabuti em 2011), "Olho de Vidro" (Record 2011) e "Filosofia Pop" (Ed. Bregantini, 2011). Publicou os romances "Magnólia" (2005, indicado ao Jabuti em 2006), "A Mulher de Costas" (2006) e "O Manto" (2009) da chamada "Trilogia Íntima". Em 2012 lançou seu quarto romance "Era meu esse Rosto" (Record). É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da revista Cult. Já deu aula em muitos lugares, já fez televisão, e adora andar por aí fazendo Filosofia com as pessoas. (www.marciatiburi.com.br)

BaianaSystem - A explosão de uma estrela supernova no universo da música moderna brasileira

BaianaSystem: Música em Movimento
"De dentro das frestas da selva de concreto e aço, brotam novas raízes, de uma espécie soteropolitana ainda não estudada.
Duas cidades (em uma).
Quatro cabeças pensantes a serviço da arte dançante.
Arte sonora, visual e reflexiva.
Arte mutante, com disposição de arriscar, pra ver aonde vai dar.
O peso da bass culture com a mandinga e o tempero baiano;
Imagens enigmáticas e instigantes;
A palavra das ruas para as ruas;
A guitarra baiana recolocada na linha de frente, de uma forma completamente diferente.
Bem... você pode gostar ou não, mas uma coisa é certa:
não existe nada parecido com o BaianaSystem.
E essa certeza fica muito mais latente a partir da audição do segundo disco desses sujeitos, Duas Cidades:
Da música jamaicana vem a sabedoria das divisões e dos graves de SekoBass (também responsável pela maioria das programações das batidas originais, ou seja: o “homem-cozinha” do grupo);
Das antigas festas de largo, da tradição fotográfica e da arquitetura moderna, vêm os frames, máscaras e traços de Filipe Cartaxo;
Da mistura sem precedentes entre o toaster jamaicano e o samba do recôncavo baiano, vem o estilo inovador de Russo Passapusso;
Das tradições da guitarra baiana (inventada pelos mestres Dodô & Osmar) em conjunto com uma forte influência africana, vem Roberto Barreto (o idealizador do BS), com suas linhas e riffs que dão a identidade final e definitiva ao Baiana.
Quatro cabeças pensantes a serviço da arte dançante.
Do alto do seu Navio Pirata, estes destemidos tripulantes, ao mesmo tempo em que traduzem os sons das ruas e vielas em seu próprio estilo, propõem uma nova ordem: libertária, capaz de provocar uma catarse coletiva por onde quer que passem.
Ijexá, Afoxé, Dancehall, Pagodão, Sambareggae, Cumbia, Chula, Dub, Cabula, Kuduro, Samba Duro, Cantiga de Roda, Eletrônica...
[...]
Mas, e você?
Depois de todo esse texto, acredito que uma pergunta deve estar rondando a sua mente:
O que seria o BaianaSystem?
Um grupo? Uma banda? Um soundsystem?
Um coletivo? Tudo ao mesmo tempo agora?
Bem...mais do que a certeza dessa definição, uma coisa eu posso afirmar:
O BS é um autêntico fenômeno cultural que se expande a cada apresentação, a cada carnaval, do zero aos 20 mil, em crescimento (e movimento) exponencial.
Salvador, Nova York, São Paulo, Tokyo, Rio de Janeiro, Xangai...
Aonde isso vai parar? Aonde tudo isso vai dar? Isso, só o tempo dirá.
Esperemos as cenas dos próximos capítulos desta saga extremamente singular, dentro da música moderna (baiana, brasileira e mundial)."
"BNegron"

Para leitura do texto completo, acesse [baianasystem.com]


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Olga Savary - O Erotismo como expressão poética

Olga Savary - Poesia Erótica
Primeira mulher do país a publicar um livro de poesias eróticas, Olga Savary, 77 anos, pensa muito em sexo. Musa do poeta Drummond e de artistas como Siron Franco, ela é uma espécie de Mona Lisa de Copacabana. Atrás do sorriso enigmático, guarda retratos e poemas de admiradores famosos e histórias picantes, profundas e divertidas.
Olga Savary é o retrato de um Brasil que pouco valoriza sua cultura. Primeira mulher do país a publicar um livro de poesias eróticas e a se dedicar à escrita de haicais (a sintética poesia japonesa), a escritora paraense tem em seu currículo 20 livros, mais de 40 prêmios de literatura — entre eles, dois Jabutis — e traduções de Pablo Neruda, Julio Cortazar e Mário Vargas Llosa.
Para falar desta e de outras paixões, Olga recebeu Marie Claire em seu apartamento, no Rio de Janeiro. E, antes disso, por telefone, questionou a competência desta jornalista. “Tem certeza de que quer me entrevistar?”, perguntou. “Não suporto jornalista que escreve ‘pra’ em vez de ‘para’.” Dois encontros depois, bem mais à vontade, Olga falou sobre a amizade amorosa construída com Drummond, a dor de ter perdido um filho para as drogas e a descoberta tardia de sua sexualidade. Para Ferreira Gullar, fã e amigo de Olga, é justamente o fato de “viver às voltas com as contradições mais profundas da existência” que faz dela uma grande poeta, capaz de falar do sexo com uma “cautela de veludo”.

Leia a entrevista completa, por: Marina Caruso na Revista [Marie Claire]