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Ópera do Malandro - Chico Buarque de Hollanda


Chico Buarque de Hollanda, no musical "Ópera do Malandro", nos dá prova de sua extraordinária capacidade intelectual, trazendo ao público brasileiro um espetáculo teatral cantado e dançado de beleza memorável.
Inspirando-se no clássico de John Gay, Ópera dos Mendigos (1728), e na peça A Ópera dos Três Vinténs (1928), de Bertold Brecht e Kurt Weill, o genial Chico Buarque escreveu este espetáculo musical com ação localizada nos meios cariocas da contravenção e malandragem dos anos 40. A peça, dirigida por Luis Antônio Martinez Corrêa, tem um volume de pesquisa histórica, um estilo literário e um enredo de alta qualidade. Com ela, Chico Buarque recebe novamente os Prêmios Molière e MEC/Troféu Mambembe.
Todas as músicas são da autoria de Chico Buarque que, por sua genialidade, consegue harmonizá-las com o texto, explicando a vida de cada personagem e o real motivo de seu procedimento. A peça, na época em que foi montada (1978), sofreu censura – o que não parece ser muita novidade, nem na carreira de Chico Buarque, nem na história do País. No caso, a letra cantada pela personagem Terezinha teve de ser adaptada. O texto era: "Meu amor tem um jeito de me beijar o sexo, e o mundo sai rodando, e tudo vai ficando solto e desconexo". E passou a ser (como hoje é conhecida pelo grande público): "O meu amor tem um jeito de me beijar o ventre e me deixar em brasa/ desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa". 
A "Ópera do Malandro" foi lançada numa época em que a poética de Chico Buarque estava "afiadíssima". Ele compôs quatorze canções inéditas para a peça depois gravadas em disco, e muitas delas se tornaram grandes sucessos.



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