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As diversas faces do último herói Português

"Grandioso escritor lusitano que nos deixou em junho de 2010, mas não sem antes ter presenteado as letras de língua portuguesa com um Nobel de Literatura e várias obras-primas, considerado por Gabriel García Márquez um escritor tardio e por Harold Bloom um dos maiores novelistas em todo o mundo, José Saramago subverteu a gramática, criando um estilo próprio e autêntico, anticonvencional, demonstrando em cada obra um mundo particular. Sua escrita é irrepetida, por vezes, de difícil leitura, de rebuscamento, de longos parágrafos, sem travessões e pontos finais,  a exemplo de Levantado do Chão (1980) e História do Cerco de Lisboa (1989).
No entanto, instiga o leitor a percorrer caminhos de uma reflexão madura e consciente do papel humano, de sua experiência existencial, sua trajetória e de seu fim, demonstrando uma dialética com o ser e o estar no mundo..."

Leia matéria completa, por Rodrigo Cali e Rosângela Divina, Revista da Escala Educacional: Conhecimento Prático - Literatura, Edição 31- AGOSTO/2010.

Acesse o link abaixo e assista à seis vídeos essenciais para conhecer José Saramago:
[notaterapia.com.br-videos-essenciais-para-conhecer-jose-saramago]

Saramago - A caverna de Platão e as imagens:



[José & Pilar] - O cotidiano de José Saramago e Pilar del Río



[assista ao documentário completo]

O documentário José e Pilar mostra a intimidade do primeiro Nobel de Literatura em língua portuguesa. A relação entre José Saramargo, prêmio Nobel de literatura em 1998, com sua esposa, a jornalista Pilar Del Río, através do cotidiano do casal.

Penúltimo romance de José Saramago (1922-2010), A Viagem do Elefante foi publicado em 2008, quando o escritor português era uma celebridade global. Dez anos antes, ele havia se tornado o primeiro autor em língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Apesar disso, sua rotina ainda conseguia preservá-lo do assédio da mídia e de admiradores. O lançamento do livro, contudo, o obrigaria a sair de casa e, um tanto contra a vontade, a correr o mundo.
Em José e Pilar, o documentarista português Miguel Gonçalves Mendes registra essas duas situações distintas no cotidiano de Saramago. O refúgio doméstico ficava em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha). Ali, ele se dedicava a escrever, a receber convidados, pesquisadores e entrevistadores escolhidos a dedo, e a participar da organização de seu acervo pessoal. Aquele reino era controlado, com afeto e firmeza, pela jornalista espanhola Pilar del Río, com quem ele se casara em 1988.
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Por Sérgio Rizzo, em [O CASAL SARAMAGO], Revista Língua Portuguesa - Edição 74