ESCRITORES

ESCRITORES

Sete obras canônicas da literatura erótica para ler em uma semana

Kama Sutra - Erotismo
Segunda-feira: Kama Sutra

Para iniciar a semana, uma escolha clássica. O Kama Sutra ajuda não apenas os menos experientes a se tornarem deveras criativos, como oferece novas ideias aos mais virtuosos amantes. A edição da L&PM não vem com aquelas posições que só um contorcionista é capaz de fazer, mas é um verdadeiro manual de uso para o corpo. O capítulo 5, por exemplo, trata sobre “As mordidas e os métodos a serem usados com mulheres de distintas origens”.

Anaïs Nin - Histórias Eróticas e Pequenos Pássaros

A voz de uma mulher pode ser um tanto quanto excitante. Principalmente quando essa voz narrativa vem de Anaïs Nin. Em Pequenos pássaros – Histórias eróticas, a autora dá vazão à sua veia erótica, também presente em Henry e June e Uma espiã na casa do amor. Na próxima terça, esqueça a TV e sussurre em voz alta para ele – ou para ela – um trecho da página 82: “Ele sentiu que estava molhada. Ficou deliciado, beijando-me, deitando-se por cima de mim…”

O Sofá - Crébillon Fils
Quarta-feira: O sofá

Quarta não é dia de namorar no sofá? Pois então: O Sofá, de Crébillon Fils vai ajudar a esquentar os ânimos no meio da semana. Considerada “a verdadeira libertinagem”, o livro conta a história de um homem que foi condenado a reencarnar como um sofá e assim acompanhar as aventuras, muitas delas eróticas, que se passam sobre ele. Da página 95: “Enrubecendo pelo que sentia, queimava de vontade de sentir mais; sem imaginar novos prazeres, desejando-os…”.

Fanny Hill - John Cleland

Quinta-feira: Fanny Hill

O final de semana está quase chegando e quinta é um ótimo dia para fantasias mais ousadas. Fanny Hill, Memórias de uma mulher de prazer, de John Cleland, vem causando polêmica desde sua publicação em 1749. Mas com certeza não vai ser censurado na sua casa. Considerada uma ode ao prazer sexual, o livro traz cartas da cortesã Fanny. Sinta um trecho: “com uma das mãos ele gentilmente abriu os lábios daquela luxuriosa boca da natureza, enquanto com a outra inclinou a sua máquina poderosa até aquele ponto de atração”.

Anti-Justine - Erotismo

Sexta-feira: Anti-Justine

Nem pense em dizer que está cansado porque é sexta-feira. Trate de se animar abrindo em qualquer página de Anti-justine, de Restif de La Bretonne. Contrapondo-se às ideias sádicas do Marquês de Sade (que antes escrevera Justine e Os infortúnios da virtude), o narrador dessa história conta onde não há regras morais, apenas a busca do prazer: “As duas moças estavam sentadas ao seu lado, os seios de fora. Ela beijou seus botõezinhos…”

Teresa filósofa, de autor anônimo do século XVIII, é um dos maiores clássico eróticos da literatura mundial. Ideal para os “embalos” de um sábado à noite. Conta a história da formação de uma jovem tão inocente quanto disposta a colocar em prática todas as lições de seus preceptores. “Nessa posição, era preciso que eu, por complacência, algumas vezes também por gosto, me servisse de fricção de um falo artificial para provocar o meu prazer” diz Teresa na página 132.

Dizem que até Deus descansou no domingo. Mas quem sabe você descansa durante o dia e aproveita as energias poupadas de noite? A indicação para fechar – ou começar – bem a semana é de minha própria autoria. Sei que sou suspeita para falar, mas acredito sinceramente que os poemas e hai-kais de Porno pop pocket são uma boa dica. Sinta o clima: Ele gosta de mulheres com falo no meio das falas / com palavras que pingam e frases que entram rasgando / ele gosta de mulheres que fodem com as regras de gramática / que comem letras quando estão gozando.


Por Paula Taitelbaum, em: [www.lpm-editores.com.br/blog/?p=704]
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