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Augusta, Angélica e Consolação - Thaís Gulin








Augusta, graças a deus,
Graças a deus
Entre você e a Angélica
Eu encontrei a Consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Augusta, que saudade,
Você era vaidosa,
Que saudade,
E gastava o meu dinheiro,
Que saudade,
Com roupas importadas
E outras bobagens.
Angélica, que maldade,
Você sempre me deu bolo,
Que maldade,
E até andava com a roupa,
Que maldade,
Cheirando a consultório médico,
Angélica.
Augusta, graças a deus,
Entre você e a Angélica
Eu encontrei a Consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Quando eu vi
Que o largo dos aflitos
Não era bastante largo
Pra caber minha aflição,
Eu fui morar na Estação da Luz,
Porque estava tudo escuro
Dentro do meu coração.

Thaís Gulin - [Cinema Americano] de Rodrigo Bittencourt



Tão homem, tão bruto, tão Coca-Cola, nego, tão rock n'roll
Tão bomba atômica, tão amedrontado, tão burro, tão desesperado
Tão jeans, tão centro, tão cabeceira, tão Deus
Tão raiva, tão guerra, tanto comando e adeus

Tão indústria, tão nosso, tão falso, tão Papai Noel
Tão Oscar, tão triste, tão chato, tão ONU e Nobel
Tão hot dog, tão câncer social, tão narciso
Tão quadrado, tão fundamental

Tão bom, tão lindo, tão livre, tão Nova York
Tão grana, tão macho, tão western, tão Ibope
Racistas, paternalistas, acionistas
Prefiro os nossos sambistas

A ponte de safena, Hollywood e o sucesso
O cinema, a Casa Branca, a frigideira e o sucesso
A Barra da Tijuca Hollywood e o sucesso
Prefiro os nossos sambistas

Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e que chora
Que lê Rimbaud, Verlaine, que é frágil e que te adora
Que entende o triunfo da poesia sobre o futebol
Mas que joga sua pelada todo domingo debaixo do sol

Prefere ao invés de Slayer ouvir Caetano, ouvir Mano Chao
Não que Slayer não seja legal e visceral
A expressão do desespero do macho americano é normal
Esse medo da face fêmea dita por Cristo é natural

É preciso mais que um soco pra se fazer um som, um homem, um filme
É preciso seu amor, seu feminino, seu suingue
Pra ser bom de cama é preciso muito mais do que um pau grande
É preciso ser macho, ser fêmea, ser elegante

Prefiro os nossos sambistas...

[ôÔÔôôÔôÔ] - Talento e Musicalidade de Thaís Gulin

Thaís Gulin [Cinema Americano] de Rodrigo Bittencourt

Tão homem tão bruto tão coca-cola nego tão rock'n'roll
Tão bomba atômica tão amedrontado tão burro tão desesperado
Tão jeans tão centro tão cabeceira tão Deus
Tão raiva tão guerra tanto comando e adeus
Tão indústria tão nosso tão falso tão Papai Noel
Tão Oscar tão triste tão chato tão homem Nobel
Tão hot dog tão câncer social tão narciso
Tão quadrado tão fundamental
Tão bom tão lindo tão livre tão Nova York
Tão grana tão macho tão western tão Ibope
Racistas paternalistas acionistas
[Prefiro os nossos sambistas]

A ponte de safena Hollywood e o sucesso
O cinema a Casa Branca a frigideira e o sucesso
A Barra da Tijuca Hollywood e o sucesso
[Prefiro os nossos sambistas]

Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e que chora
Que lê Rimbaud, Verlaine, que é frágil e que te adora
Que entende o triunfo da poesia sobre o futebol
Mas que joga sua pelada todo domingo debaixo do sol

Prefere ao invés de Slayer ouvir Caetano ouvir Mano Chao
Não que Slayer não seja legal e visceral
A expressão do desespero do macho americano é normal
Esse medo da face fêmea dita por Cristo é natural

É preciso mais que um soco pra se fazer um som um homem um filme
É preciso seu amor seu feminino seu suíngue
Pra ser bom de cama é preciso muito mais do que um pau grande
É preciso ser macho ser fêmea ser elegante...
[Prefiro os nossos sambistas]

SAIBA MAIS EM: [www.myspace.com/thaisgulin]