ESCRITORES

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Onde foi parar o futebol mulato do Brasil?





No futebol brasileiro praticado com extrema habilidade e elegância até a copa de 1986, além de absolutamente necessário, o gol era o grande momento de êxtase dos jogadores e delírio dos torcedores. A partir daí, com o surgimento da "Era Dunga", uma invenção do medíocre técnico Sebastião Lazaroni, o futebol do Brasil passou a seguir  a máxima do técnico Parreira de que "o gol é apenas um detalhe", e as vitórias da seleção nas copas de 1994 (conquistada nos pênaltis) e 2002 não tiverem o mesmo encantamento das conquistas anteriores.
Não encontramos mais o caminho do gol porque nossa escola futebolística perdeu por completo o estilo de jogar futebol à brasileira, que contrastava dos europeus por um conjunto de qualidades que envolvia o elemento surpresa, a manha, a astúcia, a ligeireza, a espontaneidade e o talento individual. Nossos passes precisos, nossos dribles desconcertantes, nossos despistamentos, nossas transgressões as orientações do treinador, nossa maneira de conduzir a bola que sempre marcaram o estilo brasileiro de jogar, hoje é visto nos times europeus, a exemplo da França e Bélgica, ambos semifinalistas desta copa 2018. 
A derrota pelo placar adverso e humilhante de 7x1 para a seleção germânica em 2014, a desclassificação nas quartas de final agora em 2018, um centroavante (Gabriel Jesus) que não marcou sequer um gol em cinco jogos, deixaram evidente que estamos a anos-luz do verdadeiro e admirável futebol brasileiro.

Algumas máximas de escritores a respeito do esporte bretão:

"O futebol é o ideal de uma sociedade perfeita: poucas regras, claras, simples, que garantem a liberdade e a igualdade dentro do campo, com a garantia do espaço para a competência individual"
  MARIO VARGAS LLOSA

"O futebol é anterior ao sexo"
   NELSON RODRIGUES

"O futebol é a continuação da guerra por outros meios. É uma mímica da guerra"
GEORGE ORWELL

"Foi-se a copa? Não faz mal. Adeus chutes e sistemas. A gente pode, afinal, cuidar de nossos problemas"

7 comentários:

Adalberto Braga disse...

Só indo embora para Passárgada, pois lá a paradinha antes do pênalti nunca será proibida.

sueli aduan disse...

Gostei do blog! Parada obrigatória!
vou voltar com mais tempo
abraços

Márcio disse...

Luiz, quero postar comentários aqui, mas fico cabreiro com a ausência de respostas de sua parte! Blog sem diálogo, sem troca de idéias, sem polêmica, fica incompleto. Você já leu "A Dama do Velhor Chico" e "Beira de Rio, Correnteza", de Carlos Barbosa? Queria saber sua opinião, se você vê ali alguma semelhança com os seus escritos. Abração!

Luiz Neves de Castro disse...

Márcio,
São visitantes do seu nível cultural que fazem leitura crítica e tornam o "carrancas literárias", um blog ainda embrionário, se tornar mais interessante. Ainda não conhecia o autor Carlos Barbosa e as obras citadas, mas, instigado pelo seu questionamento já pesquisei sobre a vida e obra do autor. Pela sinopse de "A Dama do Velho Chico", conclui-se que se trata de um romance muito cinematográfico, daqueles que se lê com interesse crescente, ambientado num mundo ficcional denso, de um realismo crítico estarrecedor e que faz uma fina análise psicológica e interrogação filosófica existencial. Vou adquirir os livros e aprofundar meu conhecimento sobre o autor.
Um abraço

zairatd disse...

Oi Luiz, adorei seu blog, poxa vida tu é bom cara, tb sou da região do São Francisco, tb tenho um blog embrionário, simples, muito simples se puder me visite, ai vai o link:http://zairatd.blogspot.com, um grande abraço.
Zaira

Michele disse...

Olá querido seguidor,

Comunico que o Blog da Michele mudou de nome e caminho. Com pseudônimo registrado para assegurar meus direitos autorais em relação a textos pessoais o nome e caminho do Blog agora:

Michele Santti
http://michelesantti.blogspot.com/

Igualmente o Twitter
@MicheleSantti

e FaceBook
facebook.com/michele.santti

Pedra do Sertão disse...

Olá, Luiz,

que pergunta difícil essa sua...
apesar do nosso futebol feminino ter perdido nos pênaltis também (de outra categoria, claro), veja o que as japonesas fizeram com as americanas. Ô jogo bom!