ESCRITORES

ESCRITORES

Um retrato onírico da América

Em Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez constrói a base sólida do Realismo Fantástico através da história da malfadada estirpe dos Buendía.


Prêmio Nobel de Literatura e um dos maiores escritores de Língua Espanhola de todos os tempos, Gabriel García Márquez inaugurou uma nova forma de contar histórias assim que resolveu meter-se com as letras. No entanto, é em Cem anos de solidão que se pode notar o amadurecimento completo da técnica narrativa do autor, que mescla a dura realidade da vida na América Central à atmosfera fantástica que aquela terra, ainda tão virgem e selvagem, suscita nas mentes dos que só a conhecem de ouvir falar.
Em seu ensaio Cien años de soledad. Realidad total, novela total, Mario Vargas Llosa afirma que a obra-prima de García Márquez é um microcosmo que reflete toda a trajetória da América colonizada, desde a chegada dos europeus até a hecatombe da perda de tudo que foi construído através dos anos e do sumiço de toda a humanidade
[...] Em Cem anos de solidão, Márquez reconstrói o universal através do particular, numa perspectiva completamente diferente de tudo o que já se havia visto na literatura até o lançamento do livro, e Macondo caminha vagarosamente, com os Buendía em seu seio, de sua gênese até o trágico final.
CONTINUE A LEITURA EM: Cânone, Reportagem da [REVISTA CP-LITERATURA]

Postar um comentário