ESCRITORES

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A ficção poética de Florisvaldo Mattos


Entre os poetas brasileiros surgidos na década de 1960 – fase extremamente criadora, aqui e no mundo – um dos altos postos pertence a Florisvaldo Mattos. Sua obra poética, dominada por uma dicção fortemente pessoal, é, ao mesmo tempo, de uma abrangência e de uma variedade que desconcertam qualquer crítico.
Um dos polos essenciais da criação de Florisvaldo Mattos, como destaca JC Teixeira Gomes, “é o cultivo de um lirismo sempre comedido, trabalhado com extrema propriedade de recursos, sendo certamente o único na sua geração que transita do lírico para o épico com absoluta naturalidade, mestre nos dois caminhos poéticos, consciente do poder que tem sobre as palavras”.
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O vasto conjunto lírico que encontramos na ficção poética de Florisvaldo Mattos representa, portanto, um monumento da poesia brasileira de entre a segunda metade do século passado e a primeira década do presente, erguido por um espírito agudamente atento ao tempo e dele liberto, como sempre é, paradoxalmente, o dos grandes poetas.

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O poeta baiano Florisvaldo Mattos é dono de uma dicção que combina o rigor formal à alta expressividade lírica. Formado em direito, optou pelo jornalismo, atividade que exerce até o presente. Nos anos 60, integrou em Salvador o grupo da chamada Geração Mapa, liderado pelo cineasta Glauber Rocha. Entre suas obras publicadas, estão "Reverdor" (1965); "Fábula Civil" (1975); "A Caligrafia do Soluço & Poesia Anterior" (1996); "Mares Acontecidos" (2000); e "Travessia de Oásis A Sensualidade na Poesia de Sosígenes Costa". Além de formar gerações como professor da UFBA até 1994, quando se aposentou, Mattos ocupa a cadeira 31 na Academia de Letras da Bahia.

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