ESCRITORES

ESCRITORES

A Narrativa Sinfônica de Marcel Proust

Um passeio por trechos inéditos, anotações e comentários de “Em busca do tempo perdido”. A monumental obra-prima do escritor foi revista e relançada em oito volumes pela [Globo Livros]: os sete que compõem o romance e mais um dicionário de leitura.

[...] O MISTÉRIO DA OBRA E DOS LEITORES
Desde a publicação de No caminho de Swann um culto se formou em torno da obra de Proust. Gerações de leitores sucumbem ao encanto do que chamam de "maior romance do século XX" e "maior romance de todos os tempos". Qual é o mistério?
Alguns dirão que leem Proust pela mistura de crueldade, ternura, idealismo e desencanto com que apresenta os personagens do Tempo perdido, pela galeria enorme de personagens, tão vívidos e tão únicos, pelo mergulho na reflexão sobre o mundo e sobre si, pela argúcia psicológica, pela investigação sobre o tempo e a memória.
O americano Harold Bloom, crítico e professor de literatura, sugere uma resposta que vai além do prazer da leitura ou do desafio de atravessar tantos episódios e personagens. O professor Bloom escreveu sobre Proust em Gênio: os 100 Autores mais Criativos da História da Literatura (editora Objetiva) e O Cânone Ocidental (Objetiva, pelo selo de pockets Ponto de Leitura), obra polêmica, que defende a ideia de cânone literário, um conjunto de obras e autores a serem lidos e preservados por sua representatividade humana e valor literário. 
Bloom diz que Em Busca do Tempo Perdido é "obra de sabedoria, como Montaigne, Dr. Johnson, Emerson e Freud, autores que tocam um limite entre a contemplação e a meditação".
E muitos leitores concordariam, porque dizem encontrar em Proust tanto uma profunda meditação sobre as verdades morais e psicológicas, como também uma busca extremamente pessoal por um conhecimento humano que recupere o sentido da vida e a grande intuição de que esse sentido será alcançável pela busca e posse da memória.
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Por Marcelo Assami na Revista [Conhecimento Prático - Literatura]





Para saber mais sobre a monumental obra de Marcel Proust, acesse:
[literatura.uol.com.br/literatura/figuras-linguagem/48/artigo297807-1.asp]

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