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Testemunho do projétil que matou Maiakóviski - Fábio Bahia

Da poesia de Fábio Bahia depreendem-se as marcas bem definidas de um lirismo múltiplo. Neste sentido, sua poética apresenta uma conjugação complexa das vozes líricas que se harmonizam ou mesmo se conflitam numa mesma peça de poema. Deste movimento amalgamado é que se concebe uma poesia livre de monotonia e afastada de uma concepção monocrática das imagens poéticas.
O eu poético de Fábio Bahia parece promover a confluência de um lirismo vário, de vozes que se bifurcam, de nuances poéticas que se harmonizam para a construção de um quadro estético que traduz ao leitor a essência da vida e suas vicissitudes. O excelente poema "Memória e contraditória" que é uma perfeição em forma, imagem, e sentido lírico, é um exemplo do caráter multifário de sua poesia, onde o poeta não encontra dificuldade em conciliar imagens antagônicas como "Raízes cravadas no passado" e "...folha solta ao vento".
Por Epitácio Carvalho na orelha do livro.

Testemunho do projétil que matou Maiakóviski

A concha-carne padece por dentro,
A alma previamente eutanasiada,
A futura mão cadavérica me posiciona
Um tremor denuncia a indecisão
Permaneço impávido dentro da arma,
O estampido é acolhido pelas paredes
Meu caráter é de chumbo, sem emoções,
Mas não deixo de notar num milésimo de segundo,
Quão prosaico era o coração do brilhante poeta!

O Realismo Mágico Ficcional de Fábio Bahia




Contos Fantásticos baseados na mitologia grega, romana, nórdica e brasileira, o livro Ferramentas dos Deuses – Contos Fantásticos, do escritor Fábio Bahia é um trabalho do gênero ficcional fantástico, cujas histórias principais são de teor mitológico, com base na teoria de que ainda nos dias de hoje, existam entre nós as Ferramentas do Deuses e que tais ferramentas são na verdade adventos tecnológicos. 
Para saber mais sobre a obra, acesse:

"O mérito desta obra não está apenas na utilização das estruturas a milênios entalhadas no nosso inconsciente, mas na conservação das características presentes nos mitos que são, em verdade, arquétipos ancestrais que correspondem a um imenso conjunto de crenças e valores comportamentais do ser humano. Mas a obra não para por aí, pois o autor também se serve da crença de que os instrumentos utilizados pelos deuses são também, ou teriam sido, ferramentas de altíssima tecnologia, como descrito pelos teóricos do Astronauta Antigo, para os quais determinados artefatos e construções, de propósito e origem desconhecidos, aparentam ter exigido uma capacidade tecnológica mais sofisticada durante sua manufatura do que aquela atribuída pelos historiadores às respectivas culturas antigas. Assim, com uma narrativa segura, Ferramentas dos Deuses se configura em uma obra destinada a agradar em cheio tanto o público jovem quanto o mais experimentado. "  Gustavo Felicíssimo [Escritor].

Para adquirir o livro, acesse: [www.mondrongo.com.br]