ESCRITORES

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Liderança e Trajetória de Vida das Mulheres de Axé




A segunda edição do livro Mulheres de Axé, organizado por Marcos Rezende, pela Empresa Gráfica da Bahia [EGBA], lançada em [17/11/2013], no Teatro Castro Alves, conta a história de 200 mulheres do Candomblé de Salvador, Região Metropolitana e Recôncavo, destacando o trabalho das lideranças femininas pela preservação da cultura negra e combate à intolerância religiosa. ”É uma valorização pela história de luta, ações empreendedoras e de resistência das religiosas, fundamentais para manter viva a tradição do povo negro e das religiões de matrizes africanas”.
O exemplar trabalha a trajetória de vida e superação destas mulheres em seus espaços religiosos e comunidades. A iniciativa reforça o conjunto de atividades do chamado “Novembro Negro” na Bahia, dando visibilidade ao segmento feminino. Na produção da publicação foram mapeados terreiros das nações Bantu, Gêge e Nagô, com destaque para o perfil de liderança feminina comum à grande maioria destes espaços religiosos.
O produtor musical e Ogan Dick Johnny destacou a beleza do livro. “Essa publicação está linda demais, fotos belíssimas de pessoas indispensáveis na cultura baiana”. 
Marcos Rezende, que também é coordenador da CEN, ressalta a importância da afirmação da religião de matriz africana no Brasil. “O Axé representa a (re) construção familiar, cultural, econômica e social, a continuidade das nossas tradições pós-tráfico negreiro e que nada será capaz de apagar a dimensão material e imaterial que garante a nossa existência”.

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