ESCRITORES

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A Cabeça do Santo - Socorro Acioli

[...] "Eu li com meus olhos de criança que são meus melhores olhos. Li imaginando aquela quantidade toda de personagens que sempre ficam como fantasmas incompletos na minha imaginação. Por isso eu gosto mais de literatura do que de cinema. Gosto da neblina literária, daquele espaço que ainda promete sonho. Óbvio que o livro lembra “Cem Anos de Solidão”, lembra “Pedro Páramo” e esse tipo de literatura que alguns chamam de fantástica. Literatura de verdade, é sempre algo fantástico, e fantástico, de outro modo, me parece ser que, num mundo como o nosso – dominado por todo tipo de distração – haja quem leia livros." [...]
[...] Socorro Acioli cria a narrativa com uma força de estilo que tem momentos bem altos no texto. Não é que ela interprete, é que ela recria o fato e o fato se transforma em outra coisa. Como no começo do livro quando Samuel chega a Candeia todo estropiado: “Do outro lado da estrada, em direção contrária, caminhavam exemplares do seu extremo oposto.”
Esse é um exemplo do teor literário do texto que não cabe na notícia. Essa parte é que faz a diferença. É nela que nasce a viagem que é toda literatura e que nos leva, em qualquer idade, à experiência radical da invenção da vida. Na literatura a gente aprende a pensar e começa a entender o que é viver. Sem exagero, sem nada de fantástico, a literatura é essa arte de dizer o mundo mesmo quando ele não está disponível.
Então, podemos ler, porque é absurdo e, no entanto, existe.
Revista Cult, Blog Marcia Tiburi. Para ler o texto completo, acesse:

Para ler um trecho da obra, acesse:
[www.companhiadasletras.com.br/trechos/13611.pdf]

Para saber mais sobre a obra, acesse:
[www.agenciariff.com.br/site/NoticiaEntrevista]

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