ESCRITORES

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O pessimismo filosófico na lírica de Roberval Pereyr

[...] Roberval Pereyr pertence à linhagem dos poetas que fazem de seus versos um instrumento de indagação existencial, ora serena, ora crispada como um grito de desesperança; por vezes lírica e também embalada por um rasgo de ironia e humor. É justamente “a outra voz” desse artista nascido em 1953 em Antônio Cardoso, mas residindo em Feira de Santana desde os 11 anos de idade, que se oferece ao leitor no livro Amálgama - Nas praias do avesso e poesia anterior, recém-lançado na Academia de Letras da Bahia.
Com o selo “As Letras da Bahia”, publicação da Secretaria da Cultura e Turismo em parceria com a Fundação Cultural do Estado da Bahia, Amálgama reúne seis livros de Roberval Pereyr: Nas Praias do Avesso (2004), Saguão dos Mitos (1998), Concerto de Ilhas (1997), O Súbito Cenário (1996), Ocidentais (1987) e As Roupas do Nu (1981), coletânea de estreia do poeta, que já revela uma surpreendente maturidade, enriquecida pela desconcertante simplicidade de seus versos, que abordam temas profundas com uma escrita clara e transparente, como alguém que mira um lago num manhã de sol em busca do que as águas cristalinas escondem bem no fundo desse rio da alma, deste vasto promontório de sensações, cuja foz termina por desaguar na criação poética. 
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Para ler o texto completo, acesse: [www.jornaldepoesia.jor.br/ecesar1.html]

Entrevista com o poeta Roberval Pereyr realizada pela TV Olhos D'Água/ Uefs durante a 5ª Feira do Livro de Feira de Santana.
O autor tece algumas reflexões sobre a lírica moderna, a exemplo do lugar do poeta na modernidade, período em que se vislumbra a face mais vil da cisão provocada pelo estilo capitalista e burguês de viver: a transformação do homem em mero instrumento de produção e a consequente escravização mercadológica a que passa a ser submetido. 
Regido pelo progresso, pelo lucro e pela ciência, o mundo moderno nasce irremediavelmente marcado pelo esgarçamento das relações humanas, caminhando velozmente para a anulação do signo humano. 
E, nesse contexto, o poeta, mais uma vez, perde espaço e voz. Abortado pelo sistema, desce aos infernos do insulamento ideológico, rebelando-se contra o maquinário burguês. A poesia que nasce dessa reação é outro tema abordado por Roberval Pereyr, que ainda fala sobre sua obra e sobre os desdobramentos dos conflitos gestados pela modernidade na contemporaneidade.

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