ESCRITORES

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As variantes vocabulares do povo Soteropolitano

O escritor e cronista Nivaldo Lariú, recolhendo as ocorrências da fala de um lugar com forte identidade cultural e linguística, como é a cidade de Salvador, capital da Bahia, mais do que um dicionário regional, produziu uma obra vocabular de referência, na qual expressa sua enorme capacidade de incorporar o espírito salvadorense funcionando como intérprete dos coloquialismos nascidos nas ruas.
Autor dos livros Confissões de um Pai de Adolescente e Mancha de Dendê e também, deste afamado Dicionário de Baianês - criado para explicar o vocabulário próprio do povo de Salvador, obra de sucesso incontestável que já anda perto dos 150 mil exemplares vendidos em aeroportos, livrarias e bancas de revistas de todo o país. Em sua terceira ampliação, o autor alega que o sucesso da obra deve-se aos critérios que segue na hora de atualizar cada edição. Lariú explica que a atualização tem que ser lenta. Tem que dar tempo da expressão ou verbete se consolidar, utilizando unicamente expressões de uso geral, sem incluir gírias ou vocábulos de determinados guetos.
O sucesso do dicionário fez com que outros autores criassem uma verdadeira onda de símiles pelo Brasil afora, a exemplo dos dicionários de Acreanês, Cearês, Pernambuquês, Porto-Alegrês e por aí vai...
Feito sem pretensão acadêmica, o "dicionário de baianês" explora o falar típico de Salvador, catalogando as variantes vocabulares que integram o regionalismo da linguagem soteropolitana.
Com elevado espírito de baianidade, com arguta observação a tudo que o rodeia - usos, costumes e, principalmente os dizeres, Nivaldo Lariú traduziu em palavras o pulsar da vida, a espontaneidade, a ironia e o humor contidos no linguajar do povo baiano.
Vivendo há mais de quarenta anos em Salvador, este Fluminense de Itaperuna, fez da Bahia sua pátria adotiva. É um baiano por adoção e por decreto, pois a Câmara Municipal de Salvador, reconhecendo que este escritor é baiano de verdade, conferiu-lhe em 1996, o título de "Cidadão Honorário da Cidade".





Mais Vídeos sobre o linguajar baianês: [Vídeo-1], [Vídeo-2]

Dicionário: [Fragmento-1], [Fragmento-2], [Fragmento-3]

- Para saber mais sobre o autor e sua obra, acesse: [bahianotícias.com.br/nivaldolariu]

Gerônimo Santana - Ícone da cultura baiana contemporânea

Considerado chanceler da música baiana, o cantor e compositor Gerônimo Santana se tornou um dos símbolos da cultura baiana na contemporaneidade e é prestigiado fortemente por baianos e turistas. Ele é o compositor de sucessos como “Eu sou negão”, “É D’oxum”, “Menino do Pelô” e “Jubiabá”, entre outros.
O artista embala o público com um som único que mistura a música afro-baiana com “ritmos latinos, com uma harmonia inconfundível e extremamente contagiante.
Em 2017, um de seus grandes sucessos completou 30 anos. A música Eu Sou Negão virou uma marca registrada não só para a música baiana, como para a música popular brasileira. Segundo Caetano Veloso: “mudou o modo de ser da população soteropolitana. Aquilo foi, historicamente, tão marcante quanto os Filhos de Gandhy, de Gil, no mínimo”.
Seu repertório mereceu o reconhecimento de grandes nomes, tais como Jorge Amado e Dorival Caymmi. Em relação a esse último, Jorge Portugal entende que Gerônimo é seu sucessor.
No Carnaval de Salvador, Eu Sou Negão, antes de ser um brado contra o trio elétrico, como pareceu frisar uma parte da letra, se transformou num marco para definir um espaço carnavalesco de afirmação identitária da música afrodescendente na Bahia.



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Musicalidade, Feminilidade e Baianidade de Mariene de Castro


Destaque de qualidade na música que vem da Bahia, a cantora Mariene de Castro lança seu primeiro DVD. "Santo de casa" ao vivo ganha edição da Universal Music - que já havia lançado o mesmo registro em CD - e traz show gravado no histórico Teatro Castro Alves, em Salvador, dia 15 de fevereiro de 2009.
Quatro meses e novas surpresas separam a edição de CD do DVD. Mariene é ainda mais sedutora nesse formato, mostrando um show que alia repertório alegre com músicas de qualidade. Sambas baianos, sambas de roda, manifestações folclóricas, cirandas, cocos e macumbas fazem a festa de Mariene.
O bem vindo e onipresente Roque Ferreira - a quem Mariene pretende dedicar um próximo trabalho - é o compositor mais recorrente em nove das 25 faixas do DVD - totalizando dez a mais do que no CD. Passam ainda desde contemporâneos como Roberto Mendes e J. Velloso até eternos como Dorival Caymmi, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.
Em cena Mariene brilha. O corpo coberto por purpurina faz belo efeito no vídeo, mas a energia da cantora tem ainda mais luz. Bela e potente voz, a cantora esbanja alegria e se revela ao grande público. Entre Salvador e turnês na Europa sua voz ainda não é muito conhecida em outras regiões do Brasil, mas agora nas mãos de uma gravadora de grande porte tem chance de chegar a novas praças.
A edição de arte é caprichadíssima, e os ângulos da câmera procuram belas fotografias. Fugindo dos closes tradicionais o DVD de Mariene de Castro tem cuidado de cinema.
O trabalho se destaca em um mar de lançamentos em DVD, assim como Mariene é nobre nome no recente cenário baiano. Com ótima seleção musical e bom gosto, Mariene mostra que a conhecida festa musical da cidade pode ser relevante e que os talentos de Salvador vão bem além das coreografias do axé. Sem fórmulas pobres de sucesso, a verdadeira baiana simplesmente é.
Por: Beto Feitosa, texto integral, site [Ziriguidum.com]




Site oficial da Cantora: [www.marienedecastro.com.br]