ESCRITORES

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Fernando Pessoa: Plural como o universo


[...] Nascido – em Lisboa, às 15 horas e 20 minutos da quarta-feira 13 de junho de 1888 –, Fernando António Nogueira Pessoa segue sendo o fenômeno mais extraordinário da literatura de seu idioma, ombreado com os maiores nomes das letras do século XX e também, ponto fundamental, de qualquer outra época.
[...] 72 heterônimos ■ Independentemente da resposta, o fato é que pelo menos 72 heterônimos – de acordo com o censo de Teresa Rita Lopes, uma autoridade em Pessoa – foram criados pelo poeta para dar vazão a sentimentos que o habitavam, porém nunca teve, por mais paradoxal que possa parecer tal afirmação. Se os houvesse tido, bastaria escrever sob pseudônimo. Entretanto, é cristalino que o fenômeno da heteronímia não escondia a criação poética do “Fernando Pessoa-ele mesmo” por trás de falsas identidades, como no caso de outros autores.[...]
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Por Rinaldo Gama, em Reportagem da [REVISTA ENTRELIVROS

Documentário sobre a vida e obra do poeta português que é um dos maiores expoentes do século XX. Produzido em 2005 para defesa de doutorado em educação na USP, o filme apresenta a biografia, as características principais de cada heterônimo e alguns dos poemas mais representativos de sua produção:



A prosa poética de Inês Pedrosa

Inês Pedrosa
[Gosto do arrepio da tua língua na minha nuca, gosto que me digas quero mais quando creio já te ter dado tudo. Gosto das palavras obscenas que inventamos juntos, feitas de restos de barcos e impérios.]

A eternidade e o desejo, livro de grande força poética e sensualidade, em que a escritora portuguesa Inês Pedrosa tece uma história comovente sobre a busca do verdadeiro amor. Inês Pedrosa teve a ideia do romance durante uma viagem que fez ao Brasil em 2005. Nele, os personagens percorrem os mesmos lugares visitados no século XVII pelo jesuíta Padre Antônio Vieira.
Inês Pedrosa nasceu em Coimbra, é colunista do semanário Expresso, escritora de contos (Fica comigo esta noite), crônicas, ensaios biográficos e antologias, e publicou os romances A instrução dos amantes (1992), Nas tuas mãos (1997) e Fazes-me falta (2002).
A eternidade e o desejo (2008), seu primeiro livro ambientado no Brasil (Salvador), é o romance que confirma Inês Pedrosa como uma das autoras mais talentosas de sua geração, e chegou ao país justamente no ano em que se comemorou 400 anos do nascimento do padre Antônio Vieira.
Com uma narrativa suave, inteligente e simultaneamente profunda, que no desenrolar do enredo, capta a intemporalidade dos sentimentos humanos, Inês Pedrosa consegue fazer deste romance algo que é ao mesmo tempo história, lirismo, sensualidade e poesia.

Inês Pedrosa
[A tua cabeça rodou na direção do meu rosto, os teus olhos fecharam-se e a tua boca avançou para a minha, através de uma lenta rota de luz, risos e lágrimas. Quando os teus dentes morderam os meus lábios alguém gritou "Bravo!" como na ópera e eu soube que nunca uma rapariga havia sido assim amada.]

Nas tuas mãos, romance sobre as idades do amor eterno, vencedor do Prêmio Máxima de Literatura em Portugal, três mulheres - Jenny, a avó; Camila, a mãe; Natália, a filha - falam-nos dessa prodigiosa invenção do século XX: a intimidade.
Entre o diário da primeira, o álbum de fotografias da segunda, e as cartas da terceira, revelam-se sucessivos rostos da paixão numa sociedade em mudança.
A autora, com uma ficção cuidadosamente elaborada, uma escrita eficiente capaz de comover o leitor, convida-nos a imaginar o Portugal das últimas décadas medido e analisado pelas variáveis emoções de suas três protagonistas.

A eternidade e o desejo-[EDITORA OBJETIVA/ALFAGUARA], Nas tuas mãos-[EDITORA PLANETA]




SAIBA MAIS SOBRE A ESCRITORA, EM: [VÍDEO-1], [VÍDEO-2], [VÍDEO-3]

As diversas faces do último herói Português

"Grandioso escritor lusitano que nos deixou em junho de 2010, mas não sem antes ter presenteado as letras de língua portuguesa com um Nobel de Literatura e várias obras-primas, considerado por Gabriel García Márquez um escritor tardio e por Harold Bloom um dos maiores novelistas em todo o mundo, José Saramago subverteu a gramática, criando um estilo próprio e autêntico, anticonvencional, demonstrando em cada obra um mundo particular. Sua escrita é irrepetida, por vezes, de difícil leitura, de rebuscamento, de longos parágrafos, sem travessões e pontos finais,  a exemplo de Levantado do Chão (1980) e História do Cerco de Lisboa (1989).
No entanto, instiga o leitor a percorrer caminhos de uma reflexão madura e consciente do papel humano, de sua experiência existencial, sua trajetória e de seu fim, demonstrando uma dialética com o ser e o estar no mundo..."

Leia matéria completa, por Rodrigo Cali e Rosângela Divina, Revista da Escala Educacional: Conhecimento Prático - Literatura, Edição 31- AGOSTO/2010.

Acesse o link abaixo e assista à seis vídeos essenciais para conhecer José Saramago:
[notaterapia.com.br-videos-essenciais-para-conhecer-jose-saramago]

Saramago - A caverna de Platão e as imagens:



Literatura Fundamental: Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões [1525?-1580], considerado um dos maiores autores do classicismo europeu, tanto por sua magnífica obra épica moderna Os Lusíadas [1572] quanto por sua obra lírica reunida em Rimas [1595], as quais foram traduzidas para a quase totalidade dos idiomas do planeta.
Os Lusíadas é o grande poema épico português. Epopeia que narra a viagem de Vasco da Gama às Índias e os feitos gloriosos da história de Portugal. Seus episódios notáveis são a história de Inês de Castro e D. Pedro, o Velho do Rastelo, o Gigante Adamastor e a Ilha dos Amores.
Para ler Os Lusíadas na íntegra, Rimas, Cartas e Biografia de Luís de Camões, acesse:
[www.jornaldepoesia.jor.br/camoes.html]

Ederson Granetto conversa com o professor Alcir Pécora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp sobre uma das principais obras da literatura portuguesa: Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões.
De segunda a sexta às 09h e 20h, o programa Estúdio Univesp traz entrevistas, debates, matérias especiais, notícias e o resumo da programação na tela da UNIVESP TV. O canal para quem quer saber mais e aprender sempre! 



Emoções e sentimentos íntimos na prosa poética de Valter Hugo Mãe



É com lirismo, sensibilidade e coragem imensas que Valter Hugo Mãe compõe um retrato poético, embora nada ingênuo, do mundo moderno. Em O filho de mil homens, cada personagem carrega uma dolorosa e significativa trajetória ─ uma história ao mesmo tempo pessoal e coletiva; uma história composta de escolhas e passos aparentemente individuais, e na qual convencionalismos e preconceitos de uma comunidade interferem ora com crueldade, ora com compaixão.
O seguinte trecho captura de forma exata a essência de O filho de mil homens: “O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e de mais de mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se nossos mil pais e nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.”
Conclua a leitura na ótima resenha do Blog : [LIVROS ABERTOS]


Saiba mais sobre a obra em entrevista de Valter Hugo Mãe no Blog da [Cosac Naify]

Prosa poética, lirismo e humor na literatura de Gonçalo M. Tavares


Este livro traz cinquenta micro-histórias em que o narrador aponta pecados da carne, ansiedades, deleites e outras sutilezas da relação homem e mulher, amor e sexo.

"Mesclando poesia e prosa poética, lirismo e humor, o autor angolano-português Gonçalo M. Tavares escreve uma obra originalíssima e deliciosa. Inaugura pontos de vista inusitados de tal modo que, ao cabo da leitura, se tem a impressão de haver conhecido uma entidade de vida própria e discurso delirante. Sua premiada obra já foi traduzida e circula em vários países, como Itália, Hungria, Suíça, Holanda e Bélgica". [Revista Discutindo Literatura]

Gonçalo M. Tavares é um abalo sísmico no panorama da literatura portuguesa atual. Após estrear em 2001 com Livro da dança, publicaria no ano seguinte nada menos do que outros quatro títulos de poesia, teatro e ficção. Na época, foi recebido pelo decano ensaísta Eduardo Prado Coelho como já “um dos maiores poetas para o século XXI”. O escritor português nascido em Angola tem cumprido a sina: em tão pouco tempo, lançou 21 livros em 12 países e é bem recebido pela crítica.
No Brasil sua fulminante trajetória não é diferente: saíram Um homem: Klaus Klump (Companhia das Letras), seu primeiro romance, além de O senhor Juarroz, O senhor Kraus e O senhor Calvino, habitantes da série O Bairro (Casa da Palavra) que vieram se juntar a O senhor Brecht, publicado em 2005. Tamanha proficiência foi coroada com a premiação deste último e do romance Jerusalém aos prêmios Portugal Telecom e José Saramago, aos quais ambos concorreram como finalistas.
Autor de obra caracterizada não somente pela exuberância criativa, mas também por rigorosos jogos de lógica que misturam poesia e filosofia sem nunca deixar de divertir o leitor, Gonçalo M.Tavares revela a EntreLivros alguns de seus enigmas. Livros, para ele, têm principalmente a missão de aumentar a lucidez.
Leia entrevista completa: [Gonçalo M. Tavares “Ler para ter lucidez”] , por Joca Terron, Revista EntreLivros, edição-29

Leia no Google Books: [O Homem ou É Tonto ou É Mulher]

Os Íntimos - Inês Pedrosa




"As flores respondem à carícia do sol. Algumas delas florindo escandalosamente. Porque será que as pessoas, que aparentemente sabem muito mais do que as plantas, temem a floração do toque?" 
Inês Pedrosa, "Os Íntimos"

Leia ótima resenha sobre a obra de Inês Pedrosa em:
[www.livrosabertos.com.br/2012/03/26/os-intimos]

A escritora e jornalista portuguesa, diretora da Casa Fernando Pessoa em Lisboa, fala sobre seu livro, "Os íntimos", e revela sua paixão pelo Brasil, em especial pela música e pela literatura.
Saiba mais em: [www.saraivaconteudo.com.br/Art...]

Jesus Cristo bebia cerveja - Afonso Cruz








Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma menina pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma moça que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irônica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício, e a cerveja.
Depois de ser distinguido com o prestigiado Prêmio da União Europeia para Literatura, Afonso Cruz venceu com o seu romance "Jesus Cristo Bebia Cerveja" a categoria Livro Português do Ano na primeira edição dos Prêmios Time Out Lisboa.
Para ler excelente resenha sobre a obra, acesse: [Pipa não sabe voar]






Fica Comigo Esta Noite - Inês Pedrosa





EXCERTO 1:
"Enquanto os nossos camaradas celebravam nas ruas, nós fabricávamos o amor a partir do zero, no deslumbramento silencioso de um deus que subitamente descobrisse as coisas de que era capaz. Amávamo-nos como se o amor fosse apenas um suplente íntimo dessa revolução que nunca mais chegava. A revolução já tinha chegado, mas nós não sabíamos. Só em Junho de 1974 se lembraram de nós, fechados naquela casa clandestina. Muitas vezes, ao longo da minha vida, desejei que nos tivessem esquecido ali para sempre."

EXCERTO 2:
"Fechas a porta e começas a beijar-me, primeiro os olhos, depois o lóbulo da orelha, depois o pescoço, enquanto os teus dedos me abrem a camisa e me procuram os seios. Beijamo-nos de olhos abertos, como sempre, e é de olhos abertos que procuro cada uma das novidades do teu corpo, os sítios onde a tua pele dobra, o cheiro agora mais adocicado do teu sexo. Entramos um no outro de olhos abertos, como se mergulhássemos num mar de silêncio e fogo escuro. A meio da noite peço-te que me deixes ficar contigo um mês — “só um mês, prometo. Posso?” Não me respondes, claro. A não ser que os beijos sejam uma resposta, e eu preciso de acreditar que sim. Preciso dessa vida verdadeira que escondi debaixo da tua pele, antes que o cabelo me caia, antes que comecem os enjoos e as dores, antes que o meu corpo seja tomado pelo cheiro miserável da doença. Talvez para morrer eu precise do amor e da família. Mas para acabar de viver, só preciso de ti, desta febre azul a que os outros chamam só sexo."

Inês Pedrosa, “Só Sexo” in Fica comigo esta Noite, PUBLICAÇÕES DOM QUIXOTE, 6a edição

O homem ou é tonto ou é mulher - Gonçalo M. Tavares

VISUALIZAÇÃO PARCIAL DO LIVRO [EXTRAÍDO DO GOOGLE BOOKS]


Este livro traz 50 micro-histórias em que o narrador aponta pecados da carne, ansiedades, deleites e outras sutilezas da relação homem e mulher, amor e sexo.
"Mesclando poesia e prosa poética, lirismo e humor, o autor angolano-português Gonçalo M. Tavares escreve uma obra originalíssima e deliciosa. Inaugura pontos de vista inusitados de tal modo que, ao cabo da leitura, se tem a impressão de haver conhecido uma entidade de vida própria e discurso delirante. Sua premiada obra já foi traduzida e circula em vários países, como Itália, Hungria, Suíça, Holanda e Bélgica". [Revista Discutindo Literatura]

[José & Pilar] - O cotidiano de José Saramago e Pilar del Río



[assista ao documentário completo]

O documentário José e Pilar mostra a intimidade do primeiro Nobel de Literatura em língua portuguesa. A relação entre José Saramargo, prêmio Nobel de literatura em 1998, com sua esposa, a jornalista Pilar Del Río, através do cotidiano do casal.

Penúltimo romance de José Saramago (1922-2010), A Viagem do Elefante foi publicado em 2008, quando o escritor português era uma celebridade global. Dez anos antes, ele havia se tornado o primeiro autor em língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Apesar disso, sua rotina ainda conseguia preservá-lo do assédio da mídia e de admiradores. O lançamento do livro, contudo, o obrigaria a sair de casa e, um tanto contra a vontade, a correr o mundo.
Em José e Pilar, o documentarista português Miguel Gonçalves Mendes registra essas duas situações distintas no cotidiano de Saramago. O refúgio doméstico ficava em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha). Ali, ele se dedicava a escrever, a receber convidados, pesquisadores e entrevistadores escolhidos a dedo, e a participar da organização de seu acervo pessoal. Aquele reino era controlado, com afeto e firmeza, pela jornalista espanhola Pilar del Río, com quem ele se casara em 1988.
[...]
Por Sérgio Rizzo, em [O CASAL SARAMAGO], Revista Língua Portuguesa - Edição 74

Gonçalo M. Tavares - O Homem ou é tonto ou é Mulher

Este livro traz 50 micro-histórias em que o narrador aponta pecados da carne, ansiedades, deleites e outras sutilezas da relação homem e mulher, amor e sexo.
"Mesclando poesia e prosa poética, lirismo e humor, o autor angolano-português Gonçalo M. Tavares escreve uma obra originalíssima e deliciosa. Inaugura pontos de vista inusitados de tal modo que, ao cabo da leitura, se tem a impressão de haver conhecido uma entidade de vida própria e discurso delirante. Sua premiada obra já foi traduzida e circula em vários países, como Itália, Hungria, Suíça, Holanda e Bélgica". [Revista Discutindo Literatura]
Gonçalo M. Tavares é um abalo sísmico no panorama da literatura portuguesa atual. Após estrear em 2001 com Livro da dança, publicaria no ano seguinte nada menos do que outros quatro títulos de poesia, teatro e ficção. Na época, foi recebido pelo decano ensaísta Eduardo Prado Coelho como já “um dos maiores poetas para o século XXI”. O escritor português nascido em Angola tem cumprido a sina: em tão pouco tempo, lançou 21 livros em 12 países e é bem recebido pela crítica.
No Brasil sua fulminante trajetória não é diferente: saíram Um homem: Klaus Klump (Companhia das Letras), seu primeiro romance, além de O senhor Juarroz, O senhor Kraus e O senhor Calvino, habitantes da série O Bairro (Casa da Palavra) que vieram se juntar a O senhor Brecht, publicado em 2005. Tamanha proficiência foi coroada com a premiação deste último e do romance Jerusalém aos prêmios Portugal Telecom e José Saramago, aos quais ambos concorreram como finalistas.
Autor de obra caracterizada não somente pela exuberância criativa, mas também por rigorosos jogos de lógica que misturam poesia e filosofia sem nunca deixar de divertir o leitor, Gonçalo M.Tavares revela a EntreLivros alguns de seus enigmas. Livros, para ele, têm principalmente a missão de aumentar a lucidez.
Leia entrevista completa: [Gonçalo M. Tavares “Ler para ter lucidez”], por Joca Terron, Revista EntreLivros, edição-29

Leia partes do livro no Google Books: [O HOMEM OU É TONTO OU É MULHER]

O escritor português, considerado um dos mais importantes de sua geração, fala sobre seu projeto literário seu método de escrita e a produção literária contemporânea em língua portuguesa. Saiba mais http://www.saraivaconteudo.com.br/Art...