ESCRITORES

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Mestre Ambrósio - Ritmo, dança e universos simbólicos que vêm do Nordeste

Em outubro de 1992, surgia em Recife uma banda denominada Mestre Ambrósio, composta por jovens que têm suas influências essencialmente na música nordestina, na música de Luiz Gonzaga, de Jackson do Pandeiro, tocando e dançando o maracatu, o coco de embolada, o baião, a ciranda. Eles vieram com o propósito de fortalecer o que tem de melhor no Nordeste do Brasil, com uma cara jovem, sem no entanto se afastarem de suas raízes e tradições. O nome da banda, Mestre Ambrósio, é um personagem do cavalo marinho, um folguedo típico da zona da Mata Norte de Pernambuco. É uma espécie de Bumba-Meu-Boi, que é encenado na rua. A banda Mestre Ambrósio é formada por Siba (rabeca, viola, guitarra e voz), Hélder Vasconcelos (fole de 8 baixos - tipo de sanfona, percussão e vocal), Mazinho Lima (baixo, triângulo e vocal), Sérgio Cassiano (percussão e vocal), Maurício Alves e Eder "O" Rocha, ambos percussionistas. Ao longo de sua carreira, encerrada em 2004, a banda além de se apresentar em vários estados do Brasil, esteve na Bélgica, Espanha, Alemanha, Portugal, Luxemburgo e Estados Unidos. 
Para saber mais sobre o grupo leia o texto completo, acessando:

Mestre Ambrósio - Rumos Itaú Cultural 



Mestre Ambrósio - Heineken Concerts 1997

A Arte Multidisciplinar de Antonio Nóbrega


Antonio Carlos Nóbrega de Almeida [Recife-PE]. Ator, dançarino e músico. Artista múltiplo, escreve, atua, dirige, dança, compõe, canta e toca instrumentos. Através de seus espetáculos divulga a cultura e o imaginário nordestino.
[...]
O dramaturgo e professor de estética Ariano Suassuna, fundador do Movimento Armorial, nele vê a encarnação de seu projeto artístico: "De fato, com a aparição, na vida do palco brasileiro e no palco da vida brasileira, dessa extraordinária, ágil, lírica, e, ao mesmo tempo, cortante, aguda e satírica figura de Brincante, criado e recriado por Antonio Carlos Nóbrega - agora posso dizer, com orgulho e inveja ao mesmo tempo, que surgiu aquela maneira de encenar e representar com a qual eu sonhava e que, com minhas limitações e frustrações, não fui capaz de criar por mim mesmo. Antonio Carlos leva muito além e muito adiante aquele modelo que eu simplesmente imaginava para um verdadeiro ator brasileiro: porque ele, no campo do teatro encarado como espetáculo, é completo, sendo não somente autor, mas ainda ator. Mímico, dançarino, cantor e músico - tocador admirável de uma endemoniada rabeca, ágil, possessa e meio insana, como seu dono e como todo artista que se preza".

SITE OFICIAL DO ARTISTA: [www.antonionobrega.com.br]

O Erudito e o Popular na Arte de Antonio Nóbrega



O projeto NOVE DE FREVEREIRO de Antônio Nóbrega (dois CDs, espetáculo e agora DVD) se coloca como ponta de lança dessa espécie de cruzada em prol da afirmação do frevo como uma verdadeira instituição brasileira. Não é comum, e isso vale para qualquer lugar do mundo, uma mesma manifestação cultural abrigar um gênero de musica instrumental (o frevo-de-rua), duas modalidades de frevo cantado (o frevo-de-bloco e o frevo-canção) e uma dança de incomensurável riqueza (como muito bem avaliou Mario de Andrade). Para realizar um espetáculo fiel à grandeza do Frevo, Antônio Nóbrega reuniu uma orquestra de 18 músicos (sopros, cordas e percussão), convocou os quatro dançarinos que habitualmente vem trabalhando com ele, dentre os quais Rosane, sua mulher e parceira insubstituível, e mais um conjunto de quatro cantoras. É com essa trupe ou tropa de quase 30 pessoas ao palco que Nóbrega, conduzido pelo universo-frevo, cria, na verdade, o grande musical brasileiro. [Jornal Folha de São paulo]