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Falo de mulher - Ivana Arruda Leite

Ivana Arruda Leite
Longe dos estereótipos femininos, as personagens desse livro de contos de Ivana Arruda Leite são mulheres que articulam seus planos na cozinha, à beira do fogão, em frente à televisão. “Eu e a Marieta Severo não temos tempo pra solidão. Ela foi casada com Chico Buarque, eu com João Teodoro” (p. 81). Em vez de sair gritando por aí, preferem sovar o marido na tábua de bifes. Vivem se metendo em amores que nunca dão certo, mas não desistem. O humor (patético, negro) está presente em todas elas. Podem até se fazer de coitadinhas, mas “abriu a bolsa, apanhou a agenda e anotou o único compromisso para o próximo fim de semana: ser feliz” (p. 83).
São mulheres divididas entre a pós-modernidade “o que me irrita nestes rapazes com quem tenho transado é a mania de querer conversar depois do sexo” (p. 31) e a tradição, “Seu sonho era casar-se como Lady Di, Grace Kelly ou Jaqueline Onassis” (p. 77). Ivana expõe o dilema de se ter um pé em cada margem do rio.

Leia alguns contos do livro, acessando:  
[https://www.amazon.com.br/Falo-Mulher-Ivana-Arruda-Leite-ebook]

Nascida em Araçatuba-SP, Ivana Arruda Leite é contista, romancista e socióloga. Ainda menina, muda-se para São Paulo, e em 1971, ingressa na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, mas deixa o curso em 1975, sem concluí-lo. Em 1985, estuda ciências sociais na USP, gradua-se, faz mestrado e passa a trabalhar como socióloga concursada na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de São Paulo. Publica seu primeiro livro de contos em 1997, Histórias da Mulher do Fim do Século, seguido de Falo de Mulher, em 2002. No ano seguinte, faz uma incursão na literatura destinada ao público juvenil, com o lançamento do livro Confidencial - Anotações Secretas de uma Adolescente. A partir de 2004, lança uma série de adaptações de clássicos universais.





Saiba mais sobre a obra de Ivana Arruda Leite, acessando:
[https://www.itaucultural.org.br/ivana-arruda-leite-escritores-leitores]


A escritora e mestra em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) Ivana Arruda Leite revela o processo de criação de seus personagens e lê contos de seus principais livros. É autora de obras como Falo de Mulher e Ao Homem Que Não Me Quis:




Toda Mulher é Meio Leila Diniz - Mirian Goldenberg

Leila Diniz começou a atuar aos 20 anos e participou de cinema, televisão e teatro. No entanto, a musa ficou conhecida pela personalidade ousada e transgressora, se tornando um símbolo sexual.
Para ler um trecho, acesse: [books.google.com.br/books?]

 
Mulher, Dia Internacional da Mulher, Ser Mulher
 
Como atriz, Leila Diniz não chegou a desempenhar papéis marcantes, que a transformassem numa estrela. O interesse que despertava era por causa do carisma que possuía, das coisas que dizia e do estilo de vida que levava. Bonita, sensual e libertária, falava de amor livre, defendia a liberdade sexual e o direito de escolha das mulheres. Tudo isso lhe custou muito caro. Conseguiu ser odiada pelos moralistas, perseguida pela ditadura, criticada pela esquerda e desprezada pelas feministas, que não a entendiam. Jamais pretendeu fazer qualquer revolução, mas terminou por ser o símbolo de uma, a dos costumes, a da independência feminina no trabalho, no amor e no sexo.
Continue a leitura em: [tvbrasil.ebc.com.br/delapraca/episodio/leila-diniz]