ESCRITORES

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"Um mais além erótico: Sade" - Octavio Paz

"Voluntarioso, colérico, arrebatado, extremado em tudo, de um desregramento de imaginação quanto aos costumes como igual nunca houve, ateu até o fanatismo, eis em duas palavras como sou; e repito: matem-me ou aceitem-me assim, porque eu jamais mudarei." [Sade, por Simone de Beauvoir]

Octavio Paz escreveu um ensaio em que reflete sobre o erotismo a partir das ideias de Sade. "O erotismo não é uma simples imitação da sexualidade - é sua metáfora", diz ele "O que diferencia o ato sexual de um ato erótico é que no primeiro a natureza serve-se da espécie, enquanto no segundo a espécie, a sociedade humana, serve-se da natureza". E ele conclui páginas à frente: "Instalar a natureza no lugar central que ocupava o Deus cristão[...] não é uma ideia de Sade, mas de seu século.
Porém sua concepção não é a vigente em sua época. Seu libertino não é o bom selvagem e sim uma fera pensante".
Leia excelente resenha, acessando: Octavio Paz: o prazer, origem e perdição do ser humano.
[www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=5&titulo=O_prazer,_origem_e_perdicao_do_ser_humano]

Ensaio - Octavio Paz - Sade - Erotismo
Sade é um autor perigoso?
A esta questão Octavio Paz responde de forma um tanto diversa do autor do conhecimento proibido. Diz ele: " não acredito que haja autores perigosos, melhor dizendo, o perigo de certos livros não está neles próprios, mas nas paixões de seus leitores. Semelhante resposta propõe Maurice Heine, o primeiro biógrafo do marquês, ao ser interpelado com a mesma indagação:" Todos os livros, uma vez nas mãos de degenerados, podem ser considerados perigosos. Não é possivel prever que impulso mórbido um degenerado pode receber da mais inocente leitura. Uma narrativa sobre a vida dos santos, ou outra sobre a paixão de Joana D´Arc, pode perfeitamente levar um desses infelizes a se apoderar de sua irmãzinha e assá-la viva..."

Para saber mais sobre a vida e obra de Sade, acesse:
[escritosdaalcova.blogspot.com.br]

Para saber mais sobre a vida e obra de Octavio Paz, acesse:
[www.elem.mx/multimedia/octaviopaz]

Guerra do Pau de Colher - Massacre à sombra da ditadura Vargas

Ditadura Vargas, Messianismo, História
O Brasil viu surgir vários movimentos messiânicos no final do século XIX e início do século XX, mas poucos ocorreram depois dos anos 1930, quando o país entra definitivamente na chamada modernidade. No entanto, o movimento conhecido como Pau de Colher venceu essa barreira. A maior parte de seus integrantes foi massacrada nos anos de 1937 e 1938, no território de Casa Nova, na região norte da Bahia. Os religiosos enfrentaram as forças do estado brasileiro, em plena caatinga, para defender seus ideais e crenças. Essa história está sendo revelada pelo escritor piauiense Marcos Damasceno, no livro “Guerra do Pau de Colher - Massacre à sombra da ditadura Vargas”.
Há 77 anos, a comunidade de Pau de Colher, no município de Casa Nova, na Bahia, foi palco de um massacre durante o governo de Getúlio Vargas. Cerca de mil pessoas morreram em confronto com as volantes e de fome e sede na caatinga. Hoje, no local, que abriga 38 famílias, ainda é possível encontrar resquícios da guerra e resgatar essa história que raramente é contada nos livros didáticos e nas escolas.




OUTROS VÍDEOS CORRELATOS:
[www.youtube.com/watch?v=d8__bLGGBtU]
[www.youtube.com/watch?v=Wa1v5OogWx4]

Documentário sobre o massacre de Pau-de-Colher, ocorrido em Casa Nova, interior da Bahia, em 1938. O vídeo traz relatos emocionantes de nove sobreviventes que na época tinham entre 4 e 21 anos de idade. Hoje eles podem ser considerados as últimas memórias vivas do que aconteceu naquele lugarejo. O documentário tem também a participação do historiador Gilmário Brito e do pesquisador Silvio Pinto, que recentemente lançou um livro narrando com mais detalhes essa história. Para adquirir o livro entre em contato por crisclt@yahoo.com.br



A busca do Jesus Histórico - Albert Schweitzer


"Este livro mostra um pouco do pensamento de Schweitzer, pastor, músico e pregador competente, professor de teologia, pensador ousado e acusado de liberal e herege, um médico competente e missionário na África. Humanitário respeitado por todos os povos, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, figura controvertida, um exemplo e um enigma, eis o gênio paradoxal chamado Albert Schweitzer."

"Há algo estranho na psicologia de Schweitzer. Um dos maiores desejos da alma humana - de todos - é o desejo de reconhecimento. Na Europa Schweitzer era admirado universalmente: organista, filósofo, teólogo, escritor. Aos vinte e poucos anos seu nome já era símbolo. Aí toma uma decisão que o levaria para longe de todos os olhos que o admiravam: a absoluta solidão de uma aldeia miserável. Hoje uma decisão como a dele seria imediatamente notada: os jornais e a televisão logo fariam brilhar a sua imagem de Cavaleiro Solitário - e ele apareceria como herói. Seria grande, imensamente grande na sua renúncia! Também as renúncias podem ser motivo de vaidade! (A esse respeito relembro a última cena do filme O Advogado do Diabo. Merece ser visto de novo). Mas ele opta pela invisibilidade, a solidão, longe de todos os olhos e de todos os aplausos.. Isso só tem uma explicação: ele era, antes de tudo, um místico. O que lhe importava não era o brilho narcísico mas a consciência de ser verdadeiro com o princípio de 'reverência pela vida', o seu mais alto princípio religioso." Rubem Alves

Saiba mais sobre a vida e obra de Albert Schweitzer, acessando:
[pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Schweitzer]
[www.rubemalves.com.br/site/tuneldotempo4.php]

Vídeo correlato: O personagem mais fascinante da história da humanidade. Quem foi e como viveu Jesus de Nazaré. O que a história e a arqueologia podem nos dizer sobre seu tempo. O Jesus Histórico é o tema do Canal Livre, que recebe o filósofo Mário Sergio Cortella.


Sapiens - Uma breve história da humanidade - Yuval Noah Harari

"Harari é brilhante [...] Sapiens é realmente impressionante, de se ler num fôlego só. De fato, questiona nossas ideias preconcebidas a respeito do universo." The Guardian

Um relato eletrizante sobre a aventura de nossa extraordinária espécie – de primatas insignificantes a senhores do mundo.
O que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos mais impensáveis e das mais horripilantes guerras? Yuval Noah Harari aborda de forma brilhante estas e muitas outras questões da nossa evolução.
Ele repassa a história da humanidade, relacionando com questões do presente. E consegue isso de maneira surpreendente. Doutor em história pela Universidade de Oxford e professor do departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém, seu livro não entrou por acaso nas listas dos mais vendidos de 40 países para os quais foi traduzido.
Sapiens impressiona pela quantidade de informação, oferecida em linguagem acessível, atraente e espirituosa. Tanto que, na primeira semana de lançamento nos Estados Unidos, já figurava entre os mais vendidos na lista do The New York Times.
Em Sapiens, Harari nos oferece não apenas conhecimento evolutivo, mas também sociológico, antropológico e até mesmo econômico. Ele se baseia nas mais recentes descobertas de diferentes campos como paleontologia, biologia e antropologia. E, especialmente para a edição brasileira, realizou algumas atualizações no final de 2014.
Esta edição traz dezenas de imagens, mapas e tabelas que o deixam ainda mais dinâmico.

Para ler um trecho, saber mais sobre a obra e o autor, acesse:


O Povo Brasileiro - Darcy Ribeiro


"Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes."
No ano de 1995, o antropólogo Darcy Ribeiro publicou o livro O Povo Brasileiro, no qual aborda a estruturação dos diversos "modos de vida" de nossa nação. Ele fala sobre nossas matrizes: tupi, lusitana e africana, do encontro destas matrizes e da estruturação do modo de vida, costumes e tradições Cabocla, Caipira, Crioulo, Sertaneja e Sulina. Por fim, discute o Brasil atual, como um país rico em diversidade de "modos de vida" e como ele se construiu.
Tamanho o sucesso e excelência do livro, a TV Cultura, a GNT e a Fundar coproduziram um documentário mostrando em vídeo aquilo que o antropólogo mostra em palavras. O documentário conta com a participação de personalidades como Chico Buarque, Tom Zé, Antônio Cândido, Aziz Ab´Saber, Paulo Vanzolini, Gilberto Gil e Hermano Vianna, dando depoimentos e discutindo trechos do filme.