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A Era dos Grandes Equívocos - Elomar Figueira Mello


Ao longo das suas 320 páginas, Elomar fala sobre assuntos polêmicos do século 20, como a falta de exatidão da matemática, a não lógica Aristotélica, a razão para estudar e a ideia de que caminhamos rumo às trevas - em processo de involução. Para isso, o escritor criou um gênero literário, o mão-de-prosa.
É como um ensaio, porém ambientado numa ficção, refletindo através do olhar de quatro personagens: um antropólogo, um poeta, um intelectual engajado e um andarilho. Em síntese, são questões do próprio Elomar. "Um livro para quem quer conhecer e entender o pensamento elomariano", definiu a produtora do compositor e coordenadora editorial da obra, Rossane Nascimento. "Elomar quer dividir com os seus admiradores aquilo que ele acredita", completa.
A obra começou a ser pensada após a reunião de velhos rascunhos de Elomar a escritos mais recentes. Passou a tomar corpo a partir de 2004, concluída cerca de oito anos depois. De lá até o lançamento, vinha sendo revisada e novos trechos inseridos. "A produção foi um trabalho muito árduo. Nós imaginávamos que seria rápido, houve conversas com grandes editores, mas sempre tinha uma coisa que segurava o livro na gaveta", declara Rossane Nascimento.
Ao mesmo tempo em que é polêmica, a trama também é "cercada por uma aura poética no uso de metáforas que tecem belas imagens", diz o texto da contracapa. "Elomar usa muito o dialeto, o vernáculo e o hipérbato e ainda é um neologista, cria muitas palavras", acrescenta a revisora. "Se trata de uma obra muito densa, que contraria toda uma série de conceitos e conhecimentos", resume.
Para ler o texto integralmente, acesse:

“A Era dos Grandes Equívocos” de Elomar F. Mello cria um ambiente ficcional para tratar de assuntos polêmicos que envolveram decididamente os rumos que tomou o Séc. XX. Um livro que marca a produção literária desse escritor, uma obra que inaugura uma nova fase no gênero “mão-de-prosa”, não apenas no campo da estilística, como também no campo das ideias.
Para adquirir o livro e outras obras de Elomar, acesse:
[www.rossanecomunicacao.com.br/locanda/loja.html]

Para saber mais sobre a obra de Elomar, acesse:
[www.elomar.com.br]

Vídeos sobre a vida e obra de Elomar Figueira Mello:
A linguagem e o sertão permeiam todo o universo de Elomar – de suas composições à literatura. Amigo de Elomar e pesquisador da Fundação Casa dos Carneiros, Gilson Bonfim apresenta os sertões e comenta como o músico incorpora na sua obra tanto a linguagem normativa quanto a coloquial. João Omar, maestro, músico e filho de Elomar, conta o que é o sertão para seu pai e a importância de sua obra como um tesouro que guarda o dileto catingueiro – fala dos sertanejos reproduzida e batizada de “sertanezo” por Elomar.



"Um mais além erótico: Sade" - Octavio Paz

"Voluntarioso, colérico, arrebatado, extremado em tudo, de um desregramento de imaginação quanto aos costumes como igual nunca houve, ateu até o fanatismo, eis em duas palavras como sou; e repito: matem-me ou aceitem-me assim, porque eu jamais mudarei." [Sade, por Simone de Beauvoir]

Octavio Paz escreveu um ensaio em que reflete sobre o erotismo a partir das ideias de Sade. "O erotismo não é uma simples imitação da sexualidade - é sua metáfora", diz ele "O que diferencia o ato sexual de um ato erótico é que no primeiro a natureza serve-se da espécie, enquanto no segundo a espécie, a sociedade humana, serve-se da natureza". E ele conclui páginas à frente: "Instalar a natureza no lugar central que ocupava o Deus cristão[...] não é uma ideia de Sade, mas de seu século.
Porém sua concepção não é a vigente em sua época. Seu libertino não é o bom selvagem e sim uma fera pensante".
Leia excelente resenha, acessando: Octavio Paz: o prazer, origem e perdição do ser humano.
[www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=5&titulo=O_prazer,_origem_e_perdicao_do_ser_humano]

Ensaio - Octavio Paz - Sade - Erotismo
Sade é um autor perigoso?
A esta questão Octavio Paz responde de forma um tanto diversa do autor do conhecimento proibido. Diz ele: " não acredito que haja autores perigosos, melhor dizendo, o perigo de certos livros não está neles próprios, mas nas paixões de seus leitores. Semelhante resposta propõe Maurice Heine, o primeiro biógrafo do marquês, ao ser interpelado com a mesma indagação:" Todos os livros, uma vez nas mãos de degenerados, podem ser considerados perigosos. Não é possivel prever que impulso mórbido um degenerado pode receber da mais inocente leitura. Uma narrativa sobre a vida dos santos, ou outra sobre a paixão de Joana D´Arc, pode perfeitamente levar um desses infelizes a se apoderar de sua irmãzinha e assá-la viva..."

Para saber mais sobre a vida e obra de Sade, acesse:
[escritosdaalcova.blogspot.com.br]

Para saber mais sobre a vida e obra de Octavio Paz, acesse:
[www.elem.mx/multimedia/octaviopaz]

Bovarismo Brasileiro - Maria Rita Kehl

A psicanalista Maria Rita Kehl, vencedora do Prêmio Jabuti de 2010, retorna às livrarias com a coletânea de textos Bovarismo brasileiro. Abarcando desde a literatura de Machado de Assis até um estudo de caso – o atendimento de um militante do MST –, a ensaísta passa ainda por reflexões acerca das origens do samba, do manguebeat, do período de expansão da rede Globo e da primeira campanha de Lula.

Maria Rita busca recompor uma parte do que chama de “quebra-cabeça inacabado chamado Brasil” ao analisar os sintomas sociais brasileiros a partir do século XIX, explicitando aspectos fundamentais para a formação cultural do país. Os ensaios trazem reflexões sobre o que hoje já se naturalizou entre nós, como o poder unificador da televisão, percebido com espanto na década de 1970, em plena ditadura militar, e a questão dos restos mal elaborados da escravidão na sociedade brasileira. 

Para dar liga às suas análises, a autora vale-se do conceito de bovarismo, cunhado pelo filósofo e psicólogo Jules de Gaultier com base na personagem Emma Bovary, de Gustave Flaubert, uma ambiciosa e sonhadora pequeno-burguesa de província que, à força de ter alimentado sua imaginação adolescente com literatura romanesca, ambicionou “tornar-se outra” em relação ao destino que lhe era predestinado. Maria Rita Kehl provoca: seria o bovarismo um sintoma da sociedade brasileira?

No processo conturbado e por vezes enganador da democracia brasileira dos últimos trinta anos, Maria Rita se destaca como uma precursora e fundadora da novidade crítica que se tornou a presença do psicanalista como intelectual público de seu tempo. Ao lembrar o início desse movimento, que coincide com o período de elaboração dos ensaios reunidos nesta coletânea, Tales Ab’Saber pontua a participação ativa da psicanalista na hermenêutica social e humana de nosso mal geral, tentando conceber o sentido dos impasses regressivos e da permanência da violência como cultura no país. “Em Bovarismo brasileiro, podemos acompanhar o amor de Maria Rita Kehl ao universo histórico da subjetivação no Brasil e sua ampla tentativa de localização nesse universo, o efeito da outra modernidade brasileira sobre a nossa produção cultural e simbólica tão particular e sobre uma psicanalista de forte engajamento democrático e social que, desde a década de 1980, se apresentou ao mundo com lucidez.”

Em entrevista ao ‘Nexo’, a psicanalista e escritora, que lança livro de ensaios pela Boitempo, discorre sobre o papel da psicanálise para entender o mundo, as patologias brasileiras e a radicalização da política.



Saiba mais sobre a autora, acessando: [https://web.facebook.com/mariaritakehloficial]

Com liberdade narrativa e linguagem jornalística, Laurentino Gomes conta a história do Brasil nos livros "1808", "1822" e "1889"

Utilizando-se de uma liberdade narrativa sem precedentes no jornalismo brasileiro, o paranaense de Maringá e seis vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes escreveu os livros "1808", sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro; "1822", sobre a Independência do Brasil; "1889", sobre a Proclamação da República; e “O caminho do peregrino” (em coautoria com Osmar Ludovico). O livro "1808" também foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e publicado em inglês nos Estados Unidos. Ao todo, suas obras já venderam mais de 2 milhões de exemplares no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos. Graças à repercussão dos seus livros, o autor já foi eleito duas vezes pela revista Época como um dos cem brasileiros mais influentes do ano. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, tem pós-graduação em Administração na Universidade de São Paulo. É membro titular da Academia Paranaense de Letras.

Uma entrevista com Laurentino Gomes, autor dos livros "1808", sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, e "1822", que relata como o Brasil acabou dando certo por uma notável combinação de sorte, improvisação, acasos.




Excelente entrevista concedida pelo autor do best-seller de não ficção mais bem sucedido do Brasil (1889), o jornalista e escritor Laurentino Gomes, ao âncora do Globo News Literatura, o jornalista Edney Silvestre.

Olho de Vidro - Um Ensaio Filosófico Sobre a Televisão


Filósofa e escritora, Marcia Tiburi mais numa vez inova ao analisar, filosoficamente, a televisão. Olho de vidro traz uma discussão sobre as relações entre pensamento reflexivo e imagem, a partir da oposição entre filosofia e televisão. Dividido em três partes, Olho, Tela e Distância — cada uma abordando uma característica do fenômeno televisivo como prática estética —, e com um glossário de termos ópticos, o Opticário, o livro finaliza com uma reflexão lúdica sobre o que está intrinsecamente envolvido nos atos que caracterizam uma sociedade visual.
CONTINUE A LEITURA EM:
[www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=25570]

Olho de vidro é a filosofia como exposição do aparelho televisivo visto enquanto objeto doméstico, mas também como dispositivo de poder político e econômico. Me interessei pela fenomenologia desta arma ideológica, arma imagético-discursiva letal que, utilizando de um mecanismo de distração e amansamento da percepção, joga com sutil violência a sociedade inteira dentro de um campo de concentração. Tratei a imagem como a moldura, como cercado que define um campo de concentração feito de olho, tela e distância. Nele reside o corpo do “telespectador”, a figura subjetiva de um tempo em que o olhar foi perdido, eviscerado na forma de um aparelho. Olho de Vidro é a metáfora desse processo de protetização do olhar. A televisão é como nosso olho, arrancado de nós, substituindo nossa visão de mundo, nossa compreensão de um real. A televisão produz uma verdade assumida pelo sujeito no lugar de qualquer outro. Sujeito é já um termo ultrapassado se considerarmos que uma de suas características na tradição que o criou e na qual ele sobreviveu era a autonomia. Esta autonomia é o que o telespectador não tem mais. Assim, vamos deixar o sujeito e pensar em telespectador, alguém que, diante da televisão é prisioneiro do que chamei de lógica do espectro.
TEXTO DE MARCIA TIBURI, EM:
[umbigodascoisas.com/2011/12/09/entrevista-marcia-tiburi]

As razões da poesia marginal - Uma leitura crítica

Uma geração buscou alternativas poéticas contra a autoridade tanto política quanto estética. Nos tempos atuais, a ideia de pós-modernidade sugere a recusa da ortodoxia e a aceitação da pluralidade. A arte abriu-se para o impensável, concebido como integração de paradoxos. Se as receitas engessam o indivíduo, o poeta, descentralizando a verdade, decreta o fim do preconceito:
[...] 
Forte enquanto experiência dessacralizadora, a poética marginal elege a denúncia em lugar da beleza:
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Na Poesia de Antônio Carlos Secchin, o jeito pós-moderno de encarar o absoluto -  nos textos do poeta, a celebração da arte como metáfora do mundo e a mobilidade semântica da vida:
[...]
Folheie a  [Revista Metáfora] até as páginas 54, 55, 56 e 57, amplie, e leia o texto completo no ensaio de Ivan Teixeira.