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Por que a imagem da vagina no quadro de Courbet provoca horror e estranhamento?

“Courbet decidiu intitular a obra “A origem do mundo”, como se todos os homens e mulheres que havia pintado em seus quadros realistas tivessem tido sua origem na pequena e convidativa abertura desses lábios” - Granados

A seguir, duas análises sobre a polêmica pintura de Courbet, a primeira de Mariana Festucci vista à luz da Psicanálise; a segunda, uma crônica de Eliane Brum diante da estranheza de sua empregada quando viu o quadro a primeira vez.

1- Por Mariana Festucci:
Por que a imagem da vagina provoca estranhamento? É o desafio que a pintura de Gustave Courbet instiga ao longo da sua trajetória acidentada; o quadro chegou a ser velado mesmo por Jacques Lacan, seu último dono, que o descortinava apenas a visitantes seletos.
Uma leitura psicanalítica situa o estranhamento para além de convenções morais e/ou contexto histórico; a chave para o enigma do quadro é o significante fálico; o estranhamento causado no espectador, mais do que advir da confrontação com a representação da castração (aquilo que lançou o ser vivente na dimensão simbólica) é o de quem se depara com o que escapa a ela, o Real irrepresentável. O contato com o Real causa angústia, no entanto, abre a possibilidade do sujeito, a partir do confronto com o vazio que resiste em sua constituição – vazio inapreensível – contorná-lo através da sublimação, elevando o objeto à dignidade da Coisa.
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2- Por Eliane Brum:
Muitos anos atrás, não sei precisar quantos, deparei-me com o quadro A origem do mundo (L’Origine du Monde, 1866) e me encantei. Nele, o francês Gustave Courbet pinta uma vagina. Cheguei a ela desavisada e fui tomada por uma sensação profunda de beleza. Forte o suficiente para sonhar, deste então, com a compra de uma reprodução, um plano sempre adiado. Quando passei a trabalhar em casa, há dois anos, desejei ainda mais ter o quadro na parede do meu escritório, onde reúno tudo aquilo que me apaixona em um pequeno universo perfeito e só meu. No último aniversário, em maio, meu marido me deu a reprodução de presente. Só na semana passada, porém, o quadro chegou da vidraçaria onde fez escala para receber moldura. Então, algo inusitado aconteceu. 
Ouvi um grito:
- É o fim do mundo!
Eu estava no quarto e saí correndo, alarmada, para ver o que tinha acontecido. Encontrei Emilia, a mulher que limpa nossa casa uma vez por semana, com o rosto tomado por um vermelho sanguíneo, diante de A origem do mundo, que, ainda sem lugar na parede, jazia encostado em um armário. 
- É o fim do mundo! – gritava ela, descontrolada. – Nunca pensei ver algo assim na minha vida! Eliane, que coisa horrível!
Meio atordoada, eu repetia: “Não é o fim do mundo, é o começo!”. E depois, sem saber mais o que fazer para acalmá-la, me saí com essa estupidez: “É arte!”. Como se, por ser “arte”, ela tivesse de ter uma reação mais controlada, quando é exatamente o oposto que se espera. Beirando o desespero diante do desespero dela que eu não conseguia aplacar, apelei: “Mas, Emilia, metade da humanidade tem vagina – e a humanidade inteira saiu de uma vagina! Por que você acha feio?”.
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Para ver outros vídeos e mais detalhes sobre a obra de Courbet, acesse:
[www.cristinamello.com.br/?p=34226]

Amor Victorius - Um esplêndido exemplo da arte barroca - Caravaggio



Observe a pintura acima. Você notou que ela apresenta vários contrastes? Primeiramente nota-se a luz, o jogo de claro e escuro que o autor empregou. Agora preste atenção na figura do anjo: ela é ambígua. O garoto que o representa não tem postura nem expressão angelicais. A pureza, a ordem, a calma, a doçura e a bondade normalmente associadas aos anjos estão ausentes do quadro. A expressão do rosto é algo entre malícia e travessura; seu corpo está numa posição contorcida, não se vê o braço esquerdo, que está voltado para trás. Trata-se de um pré-adolescente que já apresenta certo grau de sensualidade, incompatível com sua condição angélica. No entanto, ele é um anjo, um anjo especial: Eros, o deus do amor. É alado, mas suas asas são escuras e a ponta de uma delas dobra-se sensualmente sobre a perna esquerda. Ele representa uma fusão entre o sagrado e o profano. A pintura é um esplêndido exemplo da arte barroca, cuja principal característica é a dualidade, o contraste.
Por Clenir Bellezi de Oliveira , Literatura sem segredos, Volume-1, Escala Educacional.

Para ver detalhes desta pintura e saber mais sobre a vida e obra de Caravaggio, acesse:


A colossal obra artística de Candido Portinari

Candido Portinari, artista plástico brasileiro, pintou quase cinco mil obras de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão, como O Lavrador de Café, até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956, e que, em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Portinari é considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.



Quando Candido Portinari morreu em 1962, aos 58 anos de idade, o Brasil perdeu um dos artistas mais importantes de nossa história.
Autor de uma obra colossal, com quase cinco mil trabalhos catalogados, Portinari é o nosso principal muralista, o nosso maior pintor histórico e o autor da maior obra sacra do país. Ele é o pintor que fez o mais completo retrato do Brasil já concebido até hoje. 
Pode-se dizer que Portinari criou através da pintura uma verdadeira odisseia da gente e da história brasileira. Participam deste programa o poeta Ferreira Gullar, o artista plástico Hélio Dias Pereira e o escritor e filho João Candido Portinari.


Saiba mais sobre a vida e obra do artista, acessando:
[museucasadeportinari.org.br/candido-portinari/a-vida]

A arte e o notável talento de George Pergentino



George Pergentino de Souza


George Pergentino de Souza, um gênio da região são-franciscana, artista autodidata, teve suas primeiras experiências artísticas incentivado por sua mãe, Isabel Pereira Souza, e pela sua professora e amiga Altair de Castro Silva, diretora então do Centro Educacional Antônio Honorato, na cidade de [Casa Nova - BA.]
Prossegue sua carreira na cidade de Campinas-SP, onde reside atualmente. Frequentou por um ano a Feira de Artesanato (Feira Hippie), na Praça do Centro de Convivência (Campinas) e participou de várias exposições coletivas em algumas das Galerias de Artes da cidade como: Galeria Francelino Rodrigues, Clube Semanal da Cultura Artística, Clube Concórdia, SESI, Círculo Militar, Academia Campinense de Letras entre outras. 
Suas obras encontram-se nas mãos de apreciadores da pintura acadêmica em várias partes do Brasil, e também do exterior, como Suíça e Estados Unidos. Atualmente ministra aulas de pintura, óleo sobre tela e continua a expor suas obras sempre que possível, encantando a todos com seu magnífico talento.




Não deixe de conhecer outras obras deste pintor genial no site do artista: [gpergentino]

ou acessando o blog: [edmundomachado.blogspot.com.br]